George Russell tem ideia que trará milhões em custos à Fórmula 1
O britânico da Mercedes George Russell sugeriu que os circuitos de Fórmula 1 passem por um processo de repavimentação de poucos em poucos anos, com o objetivo de acabar com as habituais preocupações em torno das irregularidades do piso.
O asfalto do Circuito das Américas, que recebeu o Grande Prémio dos Estados Unidos, tem a reputação de ser um dos mais acidentados de toda a temporada. O tetracampeão mundial de Fórmula 1, Max Verstappen, criticou as condições do traçado antes e durante o fim de semana da prova, alertando que as ondulações provocaram danos nas suas costas. O tema gerou inclusivamente uma polémica à distância entre o piloto da Red Bull e o presidente do circuito, Bobby Epstein. Em sentido oposto, outros pilotos, incluindo Lewis Hamilton (Ferrari), desvalorizaram o problema e asseguraram não ter sentido o desconforto mencionado por Verstappen.
Esta questão assume uma dimensão muito maior na pista de Austin, no Texas, do que noutros circuitos, uma vez que a infraestrutura foi erguida sobre uma área pantanosa. Contudo, na perspetiva de Russell, uma manutenção contínua e qualificada do piso eliminaria o problema pela raiz.
«Sim, há ressaltos, mas considero que isso faz simplesmente parte das corridas», afirmou Russell aos jornalistas em Austin. «De forma geral, sou da opinião de que as pistas de Fórmula 1 deveriam ser repavimentadas a cada dois anos para assegurar maior consistência. Neste momento, corremos em sítios onde o asfalto se solta e deteriora, o que só cria dificuldades adicionais.»
Porque é que o problema tem maior impacto na Fórmula 1
Os monolugares de Fórmula 1 rodam extremamente colados ao asfalto em relação aos veículos de outras categorias, permitindo criar o apoio aerodinâmico necessário. Desta forma, Russell, de 28 anos, sublinhou que os carros tornam-se muito mais sensíveis a qualquer alteração na superfície da pista.
«Não estamos a competir na IndyCar ou na Fórmula 2, onde a distância ao solo é relativamente grande. No final da reta, o nosso monolugar está a apenas dez milímetros do asfalto — apenas um centímetro», destacou Russell. «Por essa razão sente-se qualquer pequena ondulação, e o perfil do pneu é bastante mais baixo desde a adoção das jantes de 18 polegadas. O perímetro do pneu manteve-se, mas a jante é substancialmente maior. Perdeu-se, assim, todo o efeito de amortecimento que o pneu proporcionava e que agora quase não existe. Não é o cenário perfeito, mas não há muito que se possa fazer.»
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