Gabriel Jesus está na sombra de Gyokeres, mas acredita na ida ao Mundial 2026
Apesar de não constar nas convocatórias de Carlo Ancelotti desde que o italiano assumiu o comando da seleção brasileira, o avançado Gabriel Jesus não desiste de marcar presença no Mundial 2026. O jogador do Arsenal apoia-se na experiência e no historial com a camisola amarelinha para manter a esperança.
O avançado reconhece que a menor utilização no seu clube, que joga a maior parte das vezes com Viktor Gyokeres na frente de ataque, pode ser um obstáculo, mas acredita que continua a ser uma opção válida para o selecionador. O atleta de 29 anos foi convocado por Tite para os Campeonatos do Mundo de 2018 e 2022.
«Não vinha a jogar no meu clube e isso dificulta, porque há outros jogadores que estão a jogar, a marcar golos, a ter um bom desempenho. Ao mesmo tempo, também acredito muito em mim, na minha capacidade, no que demonstrei», afirmou em entrevista ao Globo Esporte. Recuperado de uma lesão grave em dezembro, Jesus voltou a contar para Arteta e até chegou a ameaçar o lugar do sueco ex-Sporting, que voltou a estar em forma e relegou o concorrente para o banco de suplentes. Mesmo assim, 5 golos e 2 assistências em 24 jogos para o brasileiro.
A confiança do avançado permanece inabalável, mesmo admitindo que outros possam estar à sua frente na corrida por um lugar. Igor Thiago, do Brentford e segundo melhor marcador da Premier League, foi convocado pela primeira vez em março. «Acredito até ao final, se surgir uma oportunidade, o meu nome vai estar sempre ali no radar. Obviamente que, como disse, é preciso jogar no clube, ter um bom desempenho, merecer estar lá. Acredito que há nomes à minha frente, mas se surgir uma oportunidade, acho que o meu nome está no radar», reforçou.
Apesar de nunca ter trabalhado diretamente com Ancelotti, Gabriel Jesus já defrontou equipas orientadas pelo técnico italiano, como o Everton e o Real Madrid, quando representava o Manchester City. A sua versatilidade, aliada a quase uma década de experiência no futebol europeu, é vista pelo próprio como um trunfo. «Tenho a capacidade de marcar golos, criar oportunidades, fazer assistências, abrir espaços. Também tenho a possibilidade de jogar nas alas, como já fiz, e isso ajuda-me não só na seleção ou no Mundial, mas também no meu clube», explicou.
Com o passar dos anos, o jogador, agora mais maduro, compreende que a principal responsabilidade de um número 9 na seleção brasileira é marcar golos. No passado, sob o comando de Tite, as suas funções defensivas chegaram a gerar críticas por parte dos adeptos. «Quem veste a camisola 9 da seleção brasileira tem de ter como primeiro foco marcar golos, e não outros focos. Acho que foi isso que aprendi e que levo comigo hoje, em qualquer data, em qualquer oportunidade que tiver», concluiu.
A ligação de Gabriel Jesus aos adeptos brasileiros foi fortalecida por um momento icónico antes do Mundial 2018. Uma fotografia sua, ainda jovem, a pintar as ruas do seu bairro natal, o Jardim Peri, para o Mundial anterior, tornou-se viral e simbolizou o seu percurso. «Representa isso, alguém que procurou vencer na vida sem passar por cima de ninguém, sem fazer nada de errado. Pelo contrário, sempre tive muita vontade de fazer as coisas acontecerem. Portanto, acho que é a vontade de fazer acontecer que me define nessa foto», finalizou.