Futuro incerto? «Julián Álvarez já é crescido para saber o que vai fazer»
A continuidade de Julián Álvarez no Atlético Madrid tornou-se a principal incógnita para o mercado de verão, com o clube a passar de um otimismo moderado para um ceticismo crescente. Apesar da incerteza, a direção dos colchoneros deixa claro que é ela quem dita as regras de uma eventual negociação.
Com contrato válido até 2030 e uma cláusula de rescisão de 500 milhões de euros, o Atlético Madrid sente que tem o controlo da situação. A intenção do clube, reiterada pelo diretor de futebol profissional, Mateu Alemany, é manter o jogador argentino. «Não falámos com absolutamente nenhum clube e digo-o de forma taxativa. A nossa intenção é não falar com ninguém», afirmou Alemany há uma semana, acrescentando: «Queremos, sem dúvida, que o Julián fique não só os quatro anos de contrato que tem, mas muito mais tempo connosco.»
Apesar da posição firme do clube, que chegou a propor uma renovação com melhoria salarial, o jogador não aceitou a oferta. O plano do Atlético passava por valorizar o seu jogador-chave e construir uma equipa competitiva para lutar por títulos, um fator que poderia motivar a permanência do argentino, que se encontra feliz em Madrid a nível pessoal e familiar.
A mudança de ambiente no Metropolitano é evidente nas declarações de Diego Simeone. Há alguns meses, o treinador descrevia Julián como o «jogador mais importante» e «o melhor que temos», defendendo-o veementemente quando questionado sobre uma seca de golos. «Acredita-se no Julián pelo nome que tem, pela sua trajetória e pela sua hierarquia», respondeu na altura.
Contudo, o discurso de Simeone tornou-se mais cauteloso. Após o último jogo da temporada, em Villarreal, o técnico afirmou: «Não é uma pergunta para mim, é para o Julián. Ele já é suficientemente crescido para saber o que vai fazer e, imagino, já terá a sua decisão tomada.»
Antes, já tinha admitido o interesse de outros clubes: «Não estou na cabeça do Julián. É normal que um jogador extraordinário seja desejado pelo Arsenal, pelo PSG, pelo Barcelona. Porque ele é muito bom.»
A ambiguidade do próprio jogador também alimenta a especulação. Quando questionado sobre o seu futuro, Julián Álvarez tem recorrido a respostas evasivas: «Sei lá. Não sei, pode ser que sim, pode ser que não, nunca se sabe. Estou muito feliz aqui», disse numa ocasião, acrescentando noutra: «Tento não dar muita importância ao que dizem, porque todas as semanas surgem coisas novas... não posso estar sempre a desmentir tudo o que sai.»
Caso a saída se torne inevitável, o Atlético Madrid já definiu as suas preferências. O clube prefere negociar a transferência para um clube estrangeiro, evitando reforçar um rival direto como o Barcelona. Neste cenário, uma proposta do PSG seria vista com melhores olhos pela direção madrilena. O Atlético Madrid, de acordo com a imprensa espanhola, estabeleceu um preço mínimo de 150 milhões de euros para a eventual transferência do seu avançado argentino, um valor consideravelmente superior ao investimento inicial feito na sua contratação.
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