Javier Tebas diz que o sindicato dos jogadores deveria agradecer à liga pelos salários dos seus associados Fotografia Imago

Futebolistas da La Liga arriscam processo por greve de 15 segundos

Javier Tebas, presidente da liga espanhola, diz que deseja saber se os jogadores que pararam de jogar violaram regras laborais ou se foi liberdade de expressão

A direção da La Liga decidiu levar a tribunal a disputa com os futebolistas relativamente a uma alegada greve ilegal durante a nona jornada do campeonato. Na altura, os futebolistas pararam de jogar nos primeiros 15 segundos dos encontros em protesto contra o plano de realizar partidas do campeonato fora de Espanha. Especificamente, neste caso, a contestação surgiu devido à ideia de Villarreal e Barcelona se defrontarem em Miami nos dias que antecediam o Natal. No final, após os protestos, essa ideia foi abandonada.

«Quero saber se parar um jogo por 15 segundos é uma violação das regras laborais, porque isso preocupa-me. Estamos expostos ao risco de os nossos encontros serem interrompidos por 15 segundos devido a uma suposta liberdade de expressão. Para tais direitos, é necessário um pedido com cinco dias de antecedência», comentou há alguns dias o presidente da La Liga, Javier Tebas, durante um evento da Europa Press.

Assim, os magistrados terão agora de decidir se os futebolistas da elite violaram a lei.

«O Sindicato dos Futebolistas deveria estender-nos um tapete vermelho cada vez que nos vê, porque 70 por cento das receitas dos direitos audiovisuais vão para os seus salários. Somos nós que mais fazemos para que eles ganhem mais», acrescentou Tebas na mesma entrevista.

Segundo o sindicato dos futebolistas, a interrupção foi «o exercício da liberdade de expressão e um protesto simbólico», que não prejudicou nem o jogo nem a competição.