Franguinho pronto a sair: Puche-o para fora do forno (crónica)
Com Iván Barbero castigado, Dylan Nandín assumiu a dianteira do Arouca. No segundo tempo, o uruguaio lesionou-se e Vasco Seabra ficou sem pontas de raiz. O ala Miguel Puche foi a jogo para suprir tal contrariedade e, afinal, também mostrou que é rato de área. Foi num lance de muita astúcia que o espanhol resolveu o encontro.
O Moreirense até fez o primeiro remate, logo aos 15 segundos, por Stjepanovic. No entanto, foram os forasteiros a ter as melhores oportunidades na etapa inicial. Aos 10', Tiago Esgaio teve tudo para inaugurar o marcador. Num livre, a bola sobrou para o lateral que, à boca da baliza, rematou por cima.
Ao minuto 21, foi a vez de Dylan Nandín desperdiçar. Bas Kuipers cruzou pela esquerda e o avançado, em boa posição, não teve a melhor pontaria. A primeira parte mostrou duas equipas com um futebol positivo e fome de golo. Ainda assim, a turma do distrito de Aveiro foi a que conseguiu chegar com mais facilidade à área contrária.
Foram, precisamente, os arouquenses a entrar melhor após o descanso e a causar mais perigo. Djouahra fez o primeiro remate (47'), com o esférico a sair ao lado. Depois, foi a vez de Dylan Nandín, também de fora de área, com André Ferreira defender para canto (49').
O regresso com força dos lobos foi confirmado com um golo, mas, antes disso, houve um evento que mudou, por completo, a história do jogo: a tal lesão do 9 uruguaio. Vasco Seabra foi forçado a reinventar a frente de ataque e lançou Miguel Puche, que viria a resolver o jogo, menos de um quarto de hora depois de ter pisado o relvado dos cónegos.
Aos 67', Djouahra rematou de longe, a bola bateu em Leandro Santos e subiu. Ao baixar, na pequena área, num lance em que os livros dizem que tinha de ser, obrigatoriamente, de André Ferreira, o guarda-redes deixou-se antecipar pelo espanhol, que não perdoou.
Dores de cabeça fatais para Vasco Botelho da Costa. Aos 57', tinha perdido Alan por lesão. Dez minutos depois, sofreu graças a um erro monumental do seu guardião. Por fim, aos 73', Leandro Santos lesionou-se com (aparente) gravidade no joelho e teve de sair de maca.
Já perto do minuto 100, Landerson ainda atirou ao ferro. O brasileiro trabalhou pela esquerda, rematou e a bola foi ao poste direito da baliza de Arruabarrena. Que grande alívio para os de Arouca que, após três derrotas seguidas, voltaram aos triunfos. Os cónegos vão no quinto jogo sem vencer.
Onze do Moreirense (4x3x3): André Ferreira (3); Leandro Santos (5), Gilberto Batista (5), Maracás (5) e Francisco Domingues (6); Stjepanovic (5), Nile John (6) e Alan (5); Diogo Travassos (6), Luís Semedo (5) e Kiko Bondoso (5); Jimi Gower (5), Landerson (6), Kevyn (5) e Rodrigo Alonso (-)
Onze do Arouca (4x2x3x1): Arruabarrena (5); Tiago Esgaio (5), Javi Sánchez (6), Jose Fontán (6) e Bas Kuipers (6); Espen van Ee (6) e Fukui (6); Pablo Gozálbez (6), Lee Hyunju (6) e Djouahra (6); Dylan Nandín (6); Puche (7), Brian Mansilla (5), Yellu Santiago (-) Pedro Santos (-) e Amadou Dante (-)
Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense)
Foi um jogo equilibrado, um empate justificava-se. Houve aproximações de parte a parte e o golo caiu do céu. Depois o Arouca deixou de querer jogar. Lesões? O que importa é termos onze dentro do campo. Os jogadores deram tudo, não tenho nada a apontar-lhes.
Vasco Seabra (treinador do Arouca)
É uma vitória muito importante. Vínhamos com um sentimento de revolta interna dos jogos passados. A nossa energia tem sido fantástica e temos apresentado muita qualidade. O Vasco merece reconhecimento pelo que está a fazer no Moreirense. Virmos cá ganhar, elevou-nos.