Simon Adingra (IMAGO)
Simon Adingra (IMAGO)

Foi vítima de burla, mas chegou ao topo do futebol em África

Extremo pode não passar por boa fase na carreira, mas chegou ao Mundial 2026 por saber o que é viver com dificuldades

A história do futebol está repleta de regressos triunfais, mas o percurso de Simon Adingra carrega a mística especial daqueles que fintaram o próprio destino. Recentemente, o extremo de 24 anos recuperou o lugar na seleção da Costa do Marfim para ir ao Mundial 2026, após ter sido surpreendente e inicialmente preterido da lista de Emerse Faé para a CAN no passado mês de dezembro.

Para quem conhece o seu futebol, o regresso faz todo o sentido: Adingra é a definição de criatividade pura, um driblador astuto que adora encarar os adversários no um contra um com velocidade estonteante.

No entanto, a sua resiliência foi testada muito antes de pisar os palcos europeus. Na adolescência, o marfinense foi vítima de uma burla cruel no Benim, um esquema que visava jovens sonhadores com falsas promessas de carreira. Longe de desistir, o talento acabou por vir ao de cima e a Europa abriu-lhe as portas através dos dinamarqueses do Nordsjaelland, o trampolim que precisava para o seu futebol vertical.

O momento mais alto da carreira aconteceu na CAN que a Costa do Marfim organizou e venceu em casa, em 2023. Aos 21 anos, Adingra não só ergueu o troféu, como foi eleito o melhor jovem jogador do torneio, fixando o seu nome na história ao fazer as assistências para ambos os golos na final.

Apesar do brilhantismo, a carreira do antigo extremo do Brighton não deu o salto esperado de imediato e foi vendido ao Sunderland no ano passado, por €24 milhões. A última época não lhe correu de feição, tanto que em que janeiro foi emprestado ao Mónaco, onde apontou três golos.

Mas tendo contrato com o Sunderland até 2030 e apenas 24 anos, Adingra procurará fazer deste mais um obstáculo que, eventualmente, vai ultrapassar.

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