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Foi vítima de burla, mas chegou ao topo do futebol em África
A história do futebol está repleta de regressos triunfais, mas o percurso de Simon Adingra carrega a mística especial daqueles que fintaram o próprio destino. Recentemente, o extremo de 24 anos recuperou o lugar na seleção da Costa do Marfim para ir ao Mundial 2026, após ter sido surpreendente e inicialmente preterido da lista de Emerse Faé para a CAN no passado mês de dezembro.
Para quem conhece o seu futebol, o regresso faz todo o sentido: Adingra é a definição de criatividade pura, um driblador astuto que adora encarar os adversários no um contra um com velocidade estonteante.
🤩 The pass. The finish.
— Sunderland AFC (@SunderlandAFC) December 28, 2025
Simon Adingra is off the mark in red and white! 👊🇨🇮 pic.twitter.com/JEwjsq5rao
No entanto, a sua resiliência foi testada muito antes de pisar os palcos europeus. Na adolescência, o marfinense foi vítima de uma burla cruel no Benim, um esquema que visava jovens sonhadores com falsas promessas de carreira. Longe de desistir, o talento acabou por vir ao de cima e a Europa abriu-lhe as portas através dos dinamarqueses do Nordsjaelland, o trampolim que precisava para o seu futebol vertical.
O momento mais alto da carreira aconteceu na CAN que a Costa do Marfim organizou e venceu em casa, em 2023. Aos 21 anos, Adingra não só ergueu o troféu, como foi eleito o melhor jovem jogador do torneio, fixando o seu nome na história ao fazer as assistências para ambos os golos na final.
Apesar do brilhantismo, a carreira do antigo extremo do Brighton não deu o salto esperado de imediato e foi vendido ao Sunderland no ano passado, por €24 milhões. A última época não lhe correu de feição, tanto que em que janeiro foi emprestado ao Mónaco, onde apontou três golos.
Mas tendo contrato com o Sunderland até 2030 e apenas 24 anos, Adingra procurará fazer deste mais um obstáculo que, eventualmente, vai ultrapassar.