A mãe deu a bola ao árbitro, o filho acabou suspenso para a estreia no Mundial
Dos campos de terra batida de Santo Domingo até à quebra do recorde de transferências britânico, Moisés Caicedo tem protagonizado uma viagem memorável. Quando o Chelsea pagou 115 milhões de libras [133 milhões de euros] ao Brighton, em 2023, o médio carimbou um contrato de oito anos, numa demonstração clara de confiança financeira no seu valor.
E, após o que descreveu como «um início difícil» - «senti a pressão» - tem correspondido ao estatuto em Stamford Bridge, onde já conquistou um Mundial de Clubes e a Conference League, sendo um dos indiscutíveis num clube em constante ebulição.
Sendo de trato calmo e sensível, a alcunha de infância «Niño Moi» ficou colada e, no ano passado, lançou a sua Academia Niño Moi 23 na cidade equatoriana de Guayas, desejando que esta possa «moldar tanto talentos desportivos como cidadãos exemplares, assentes em bons valores». A fé é o seu combustível: «Rezo em todos os jogos, ganhe ou perca... Peço a Deus que nos guie em cada partida sem lesões».
Longe vão os tempos em que foi lançado na equipa principal do Independiente del Valle, com apenas 17 anos, ainda numa posição mais avançada no terreno, por uma equipa técnica que incluía Martín Anselmi, treinador que passou sem sucesso no FC Porto.
Aos 24 anos, chega a este segundo Mundial da carreira como um dos capitães, mas condicionado por uma suspensão decorrente do cartão vermelho visto no último jogo de qualificação, contra a Argentina, um desafio que tinha começado com a mãe dele, Carmen, a entrar em campo para entregar a bola do jogo ao árbitro.
Este artigo partiu do perfil de Moisés Caicedo que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.