Federação portuguesa salda dívida histórica à congénere internacional
A Federação Portuguesa de Judo (FPJ) anunciou ter liquidado na totalidade uma dívida histórica que mantinha com a Federação Internacional de Judo (IJF), um passo que reforça a estabilidade financeira e credibilidade antes do início do novo ciclo de qualificação olímpica.
Em comunicado, o organismo federativo confirmou que «no dia 3 de junho de 2026, efetuou o pagamento da quarta e última prestação do acordo celebrado com a IJF». Este pagamento, realizado antes do prazo final de 14 de junho de 2026, encerra um longo processo de negociação e recuperação financeira.
Recorde-se que o passivo original ascendia a 1,4 milhões de euros. Contudo, após negociações lideradas pela atual direção da FPJ, presidida por Joaquim Sérgio Pina e com o vice-presidente Nuno Carvalho, e com o apoio do Comité Olímpico de Portugal, liderado por Fernando Gomes, o valor foi reduzido para cerca de 800 mil euros.
O montante acordado foi liquidado em quatro prestações de 200 mil euros cada, com duas pagas em 2025 e as duas restantes em 2026, cumprindo-se integralmente o plano estabelecido. A FPJ destacou a exigência do acordo, que previa que qualquer incumprimento, mesmo que temporário, resultaria na reposição do valor inicial da dívida, sublinhando que o cumprimento demonstra «o rigor, a responsabilidade e o compromisso assumidos».
Com esta regularização, o judo português pode agora focar-se no futuro sem o peso deste passivo, o que, segundo a federação, «reforça a credibilidade da federação junto das entidades nacionais e internacionais». O organismo reafirmou o seu compromisso com uma gestão «responsável, transparente e orientada para o desenvolvimento sustentado da modalidade».
A FPJ aproveitou ainda para agradecer a clubes, associações, atletas, treinadores, árbitros e parceiros pelo «espírito de colaboração e compreensão» demonstrado durante o período de constrangimentos financeiros necessários para saldar a dívida.