Duarte Cunha e Mateus Mide (na foto), assim como Martim Chelmik e Bernardo Lima, deixaram boa impressão junto de Farioli - Foto: FC PORTO
Duarte Cunha e Mateus Mide (na foto), assim como Martim Chelmik e Bernardo Lima, deixaram boa impressão junto de Farioli - Foto: FC PORTO

FC Porto: o lado B do estágio, de Thiago Silva e Pietuszewski ao quarteto de pérolas

Polaco ainda não pode treinar, mas já cativou o grupo com a postura que apresenta, apesar dos 17 anos. Farioli satisfeito com Chelmik, Lima, Mide e Cunha. Presença e 'aura' de Thiago Silva contagiam o plantel

O FC Porto deu ontem por terminado o estágio de quatro dias no Algarve, período que os dragões aproveitaram para atacar várias vertentes antes do regresso à competição, marcado para quarta-feira, no clássico com o Benfica, referente aos quartos de final da Taça de Portugal. As conclusões não se limitaram, por isso, àquilo que a equipa foi capaz de mostrar na vitória sobre o Farense, em jogo-treino.

Um dos principais motivos de interesse do training camp esteve relacionado com a integração dos dois reforços de inverno já assegurados: Thiago Silva e Oskar Pietuszewski. E se o extremo polaco ainda não está autorizado a treinar — já lá vamos —, o experiente central já conseguiu contagiar o grupo com a sua presença.

De acordo com informações recolhidas por A BOLA, os primeiros dias do internacional brasileiro com os novos companheiros foram suficientes para que estes dessem conta da aura vencedora que o ex-Fluminense transporta. Thiago, por sua vez, não abandonou a postura reservada e compenetrada que o carateriza, mas vai-se abrindo aos poucos — o estatuto não o isentou da habitual praxe às caras novas —e, no relvado, já deu sinais inequívocos do que pode acrescentar. De resto, está em boa forma e é possível que faça a estreia oficial já no clássico de dia 14.

Quanto a Pietuszewski, que continua a aguardar luz verde da FIFA para começar a treinar, as sensações transmitidas centraram-se no aspeto extra-futebol. E aí, sabe o nosso jornal, o primeiro impacto tem sido sobejamente positivo. O internacional sub-21 polaco tem apenas 17 anos, mas, desde que aterrou em Portugal, tem revelado uma maturidade acima da média. O extremo chegou ao Porto sozinho, um dia antes da mãe e do agente e, desde logo, mostrou-se francamente à vontade a falar inglês. Um aspeto que, uma vez em solo algarvio, também sobressaiu, promovendo uma comunicação simples e eficaz com a equipa técnica liderada por Francesco Farioli e os novos colegas. Importa também referir que, daqui para a frente, Oskar terá um estilo de vida mais independente do que aquele que tinha no país natal: a mãe do futebolista deverá passar algum tempo em Portugal, mas não viverá permanentemente com ele, voltando para a Polónia.

Quem também aproveitou os últimos quatro dias para deixar excelentes sensações entre os graúdos foram os quatro campeões do Mundo de sub-17 chamados ao estágio: o defesa-central Martim Chelmik, os médios Bernardo Lima e Mateus Mide e o extremo Duarte Cunha. Ao que A BOLA apurou, Farioli gostou do que viu por parte do quarteto de promessas, que primou pelo esforço e compromisso demonstrado no seio do plantel principal. A ideia primordial do homem do leme portista passou por dar aos internacionais jovens por Portugal a experiência de equipa principal de forma continuada, de modo a que os quatro jovens percebessem a subida do nível de treino e de intensidade em relação ao contexto a que estão habituados (sub-19 e equipa B).

Ora, a resposta dada por Chelmik, Lima, Mide e Cunha agradou ao técnico italiano, ciente de ter em mãos quatro dos mais promissores talentos a nível nacional. Nesta fase, e até porque todos têm 17 anos de idade, tratam-se mais de projetos a médio/longo prazo, mas não deixa de ser importante recordar que Bernardo Lima, capitão da equipa de juniores, já tinha sido chamado a algumas sessões de treino da equipa A antes do estágio no Algarve, incluindo a que teve lugar no Estádio do Dragão, perante os adeptos, a 1 de janeiro. Para já, o balanço é positivo e Francesco Farioli já ficou a conhecer melhor os diamantes em bruto da linha de produção do Olival.

Todas estas conclusões, aliadas a aspetos mais coletivos que puderam ser trabalhados e ao ambiento que a presença de algumas famílias criou, geram no FC Porto um clima de otimismo para a segunda metade da temporada. Sinais positivos para levar a exame na quarta-feira e logo numa autêntica prova de fogo. Vem aí embate com o rival Benfica...