Jan Bednarek saiu com sequelas do jogo com o Torreense, em Coimbra - Foto: IMAGO

FC Porto avança com exposição à FPF após lesão de Bednarek

Dragões questionam a Federação Portuguesa de Futebol sobre o estado do relvado do Estádio Cidade de Coimbra e com vista ao apuramento de responsabilidades do problema físico que o central polaco sofreu

O FC Porto, sabe A BOLA, vai avançar com uma exposição à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) devido ao estado do relvado do Estádio Cidade de Coimbra, onde, no sábado, se jogou a final da Supertaça Cândido de Oliveira entre os dragões e o Torreense, detentor da Taça de Portugal.

Os dragões demonstraram grande preocupação com o estado do terreno de jogo na véspera da partida, inclusive através de Francesco Farioli. O treinador italiano lamentou as más condições da relvado e o receio portista veio a confirmar-se por intermédio da lesão sofrida por Bednarek no joelho direito, numa fase madrugadora do encontro com os oestinos.

Nesse sentido, ao que A BOLA apurou, os dragões pretendem apurar, junto da FPF, responsabilidades no que concerne ao relvado, mas também do problema físico do central polaco, que dificilmente poderá ser opção para o jogo com o Alverca, no próximo sábado, referente à 1.ª jornada da Liga.

Nesse sentido, a SAD do FC Porto está a estudar potenciais mecanismos de pedido de responsabilidade junto da FPF pela lesão de Bednarek, sendo os mesmos poderão versar sobre um pedido de indemnização ou outro método. Ainda de acordo com as informações recolhidas por A BOLA, o FC Porto referiu, na reunião realizada no dia do jogo, que não considerava aceitável a FPF permitir que uma final se jogasse num relvado com as condições apresentadas pelo Estádio Cidade de Coimbra. Já aí foi levantada a hipótese de exigir responsabilidades caso ocorresse alguma lesão derivada do estado do terreno de jogo.

Entretanto, e como o nosso jornal adiantou, a FPF já avançou com um pedido de esclarecimento junto da entidade responsável pelo relvado do Estádio Cidade de Coimbra. O organismo federativo tinha em sua posse um parecer da empresa responsável pela manutenção do relvado, datado de 31 de julho, no qual era garantido que o estado do piso não representava risco para os jogadores. A relva vinha, de resto, a ser monitorizada desde o início de julho.

Face ao que se viu no encontro, porém, a Federação entendeu ser necessário pedir esclarecimentos. O estado do relvado levantou dúvidas e não coincidiu com aquilo que constava no parecer recebido dias antes, pelo que a FPF quer agora perceber o que aconteceu e em que condições o piso se encontrava no momento da partida.

Notícia atualizada às 18h53

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