Francesco Farioli, treinador do FC Porto - Foto: Manuel Fernando Araújo/LUSA
Francesco Farioli, treinador do FC Porto - Foto: Manuel Fernando Araújo/LUSA

Farioli: «Bom momento para nos lembrarmos na próxima temporada»

Treinador do FC Porto analisou derrota frente ao Aves SAD

Francesco Farioli, treinador do FC Porto, reagiu este domingo à derrota por 1-3 com o Aves SAD, na jornada 33 da Liga Portugal. O técnico italiano afirmou que faltou alguma «agressividade e vontade de atacar a bola», apesar de considerar que os dragões criaram muito jogo ofensivo, e explicou o porquê da ausência de Bednarek, vítima de um assalto com arma branca, em casa, na passada sexta-feira.

— Havia o objetivo de chegar aos 91 pontos, pediu concentração máxima à equipa. Faltou essa concentração?

— Penso que a concentração esteve lá. Se olharmos para os números, eles castigam-nos nas três vezes que chegam à área. Criámos muito, mas a realidade é esta. Se baixarmos um bocadinho a agressividade para chegarmos ao golo, a atenção nos pequenos detalhes, vamos pagar o preço. Este tem de ser um bom momento para nos lembrarmos disso para o próximo jogo e para a próxima temporada. A partir daí, temos de seguir em frente. Queremos chegar aos 88 pontos e acabar bem frente aos nossos adeptos.

— O FC Porto foi um pouco castigado nas bolas paradas, algo que conseguiu defender sempre muito bem e em que até conseguiu ferir muitas vezes os adversários ao longo da época.

— Foi como disse. Foi a atenção aos detalhes num jogo sem, por exemplo, o Bednarek, que nos dá muito, o Diogo [Costa]. São jogadores muito importantes. Faz parte do jogo. Há ilações a tirar deste jogo para começarmos a preparar bem a próxima época. As expectativas vão ser mais altas para toda a gente. Temos de estar prontos para isso.

— Não trouxe o Bednarek. Percebeu que era mais importante para o jogador estar em família?

— Sim, exatamente. Têm sido 48 horas muito particulares para ele e para todos nós depois de tudo o que aconteceu. Ontem à noite decidimos, com os jogadores, dar-lhe este dia para estar com a família, com os filhos. É isso.

— Mesmo quando as coisas não estavam a sair tão bem, teve o cuidado de não ser tão duro com os jogadores. Que recado lhes vai dar para o jogo da próxima semana?

— Ainda bem que não estava no balneário ao intervalo... [risos]. Temos de ser a equipa que temos sido em muitos jogos. Percebo que não seja habitual o FC Porto perder e sofrer três golos. Na semana passada, tive um banho gelado bom [o tradicional 'banho' dado pelos jogadores ao treinador campeão na conferência de imprensa], hoje também ficámos molhados mas não com as mesmas sensações. Este jogo tem de nos pôr alerta. Estamos a competir num nível em que não podemos deixar cair nada. Vimos hoje a forma como Aves SAD defendeu a baliza, como celebrou cada defesa em cima da linha. Quando se trabalha assim, no final, a sorte cai a teu favor. Hoje caímos um pouco na agressividade, na vontade de atacar a bola, no momento de finalizar as ações. Não vi quantos toques demos na área adversária, mas devem ser cerca de 50, e quantas bolas passaram à frente da baliza. Nesse momento, temos de ser agressivos para finalizar o lance e para transformar oportunidades em golo.

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