Italiano Fabio di Giannantonio (VR46 Ducati) venceu GP da Catalunha

Fabio di Giannantonio quebra jejum da VR46 Ducati em corrida caótica na Catalunha

Italiano deu a primeira vitória à equipa de Valentino Rossi em três anos. Acidentes graves de Alex Márquez e Johann Zarco levam à hospitalização dos pilotos

Fabio di Giannantonio conquistou a primeira vitória da VR46 Ducati em três anos no MotoGP, numa corrida caótica no Grande Prémio da Catalunha que foi interrompida por duas vezes devido a quedas aparatosas de Alex Marquez e Johann Zarco, que foram transportados para o hospital.

A corrida foi marcada por múltiplos incidentes, com o primeiro a ocorrer à 12.ª volta, quando a KTM de Pedro Acosta abrandou subitamente devido a um alegado problema eletrónico. Alex Marquez (Gresini), que seguia atrás, não conseguiu evitar a colisão e embateu violentamente na traseira da moto de Acosta. O impacto projetou Marquez para fora da pista, com a moto a desintegrar-se após uma série de carambolas. A corrida foi imediatamente interrompida e, embora tenha sido declarado consciente, o piloto espanhol foi levado ao hospital para exames.

Alex Márquez foi transportado ao hospital de Barcelona após o acidente

Após uma longa interrupção para limpeza da pista, a corrida recomeçou, mas uma nova bandeira vermelha foi mostrada logo na primeira curva. Um acidente envolveu Johann Zarco (LCR Honda), Francesco Bagnaia e Luca Marini, com o piloto francês a ficar com a perna presa na moto de Bagnaia. Zarco foi assistido no local e também transportado para o hospital para observação.

O diretor da equipa LCR, Lucio Cecchinello, disse que Johann Zarco queixava-se de fortes dores no joelho e na perna, e que iria submeter-se durante a tarde a exames rigorosos para determinar a gravidade das lesões.   

No segundo recomeço, Di Giannantonio, aos comandos da sua Ducati da VR46, iniciou uma recuperação notável. O piloto italiano foi subindo na classificação até ultrapassar o líder de longa data, Pedro Acosta, a apenas três voltas do fim, assumindo a liderança para não mais a largar e garantir a sua segunda vitória na carreira.

O estado em que ficou a Ducati de Alex Márquez após o violente acidente no GP da Catalunha

Joan Mir, da Honda, realizou uma excelente exibição e assegurou o segundo lugar, enquanto Fermin Aldeguer, da Gresini, completou o pódio. Pedro Acosta, que partiu da pole position e liderou grande parte da prova, não conseguiu terminar, após ser abalroado por Ai Ogura (Trackhouse) na fase final da corrida.

A corrida original começou com Acosta a manter a liderança, mas a prova foi sempre pautada por intensas batalhas. Após o segundo recomeço, um toque entre as Aprilia de Jorge Martin e Fernandez resultou na queda de Martin, na sua quinta do fim de semana, e deu a Acosta uma vantagem confortável.

No entanto, Acosta não conseguiu distanciar-se, sendo alcançado por Mir e Di Giannantonio. Este último, depois de passar Mir, lançou o ataque final a Acosta na curva 10, selando a ultrapassagem decisiva na curva 12.

O drama continuou na última volta, quando Acosta, já a perder rendimento, foi ultrapassado por Mir e Aldeguer, antes de ser retirado de prova pelo toque de Ogura, que recebeu uma penalização de três segundos. Com o abandono de Acosta e a penalização de Ogura, Bagnaia subiu para o quarto lugar, seguido por Marco Bezzecchi, que, apesar de uma corrida discreta, aproveitou o deslize de Martin para aumentar a sua liderança no campeonato.

Fabio Quartararo, aos comandos da sua Yamaha, terminou a corrida na sexta posição, imediatamente à frente de Luca Marini, da Honda. Brad Binder, da KTM, alcançou o oitavo lugar, apesar de ter partido da via das boxes.

O estreante da LCR, Diogo Moreira, fechou o top 10, terminando atrás de Ogura. Já Martin, que voltou a montar a Aprilia após um incidente, concluiu a prova na 18.ª posição, a quase um minuto do vencedor e dois lugares atrás de Fernandez.

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