Vinícius viu amarelo na primeira mão, na Luz, do jogo com o Benfica, depois de ter marcado
Vinícius viu amarelo na primeira mão, na Luz, do jogo com o Benfica, depois de ter marcado

Ex-Real Madrid admite: «Que Vinícius por vezes provoca, não é novidade»

Khedira falou sobre caso Vinícius-Prestianni e fez referência a Mourinho para abordar chegada de Arbeloa ao comando do Real Madrid

Sami Khedira, ex-jogador do Real Madrid e internacional alemão, comentou o alegado insulto racista dirigido por Prestianni e Vinícius, no encontro com o Benfica, da primeira mão do play-off da Champions, e assumiu que o brasileiro, por vezes, «provoca» no momento dos festejos. 

«A realidade é que ninguém sabe exatamente o que se passou. Todos defendemos que o racismo não tem lugar em nenhum sítio, incluindo as bancadas. Se essa palavra [mono] foi dita, é intolerável e deve levar com uma sanção pesada depois das investigações», referiu, abordando a maneira como Vinícius celebra os golos, que também tem dado que falar. 

«São coisas diferentes. Que Vinícius por vezes provoca, isso não é novidade. Deve ter consciência de que é exemplo para milhões de crianças, como foram Cristiano Ronaldo ou Messi. O Cristiano também demonstrou muito ego ao início... até entender o impacto e assumir um papel de líder. Esse é o passo seguinte do Vini. Mas nada disso justifica insultos racistas. Ninguém tem o direito a discriminar outra pessoa pela sua cor de pele ou origem. E é triste ter de repeti-lo tantas vezes», acrescentou. 

Khedira, Ronaldo e Ozil no Real Madrid, em 2012 (IMAGO / Cordon Press/Miguelez Sports)

Sami Khedira jogou com Arbeloa, atual treinador dos merengues. Para falar do sucessor de Xabi Alonso, o alemão referiu Mourinho. 

«Aqui vou fazer referência a uma frase de Mourinho. Disse que se calhar não terá sido um dos melhores jogadores que treinou, mas foi um dos mais trabalhadores e com mais mentalidade. É direto, competitivo, às vezes provocador, mas sempre honesto. E isso transmite-se a jogadores como o Vinícius», apontou, completando: «Com Ancelotti, Vini esteve perto, e de maneira merecida, de ser Bola de Ouro. Com Xabi Alonso ficou mais limitado ao sistema, porque as suas equipas dão prioridade ao coletivo. Arbeloa deu-lhe outra liberdade e isso já se nota em campo.»