Recurso de Prestianni já seguiu, mas UEFA tem fundamentos fortes
Gianluca Prestianni, jogador argentino do Benfica, foi suspenso provisoriamente pela UEFA, por um jogo, enquanto decorre o inquérito à acusação de racismo em relação ao extremo brasileiro Vinícius Jr, do Real Madrid, no encontro entre as duas equipas em Lisboa, da primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da UEFA Champions League, mas as águias ainda querem contar com ele no Santiago Bernabéu.
O recurso em relação à decisão de suspensão provisória do jogador seguiu, pois, esta segunda-feira para a UEFA — prazo era de três dias —, única maneira de o Benfica poder sonhar ainda com uma resposta favorável em tempo útil, dado que a partida está marcada para esta quarta-feira — Real Madrid parte com vantagem de 1-0.
Decorre um inquérito para saber se houve por parte de Prestianni a violação do artigo 14.º do Regulamento Disciplinar da UEFA, mas é o artigo 49.º, relativo às medidas provisórias, que apresenta os fundamentos que levaram à suspensão provisória de Prestianni.
No fundo, a UEFA está a jogar pelo seguro, afastando Prestianni e qualquer possibilidade de prevaricação por parte do jogador que está sob investigação. No ponto 1 do artigo 49.º está bem explícito que a «segurança» e «evitar danos irreparáveis» são preocupações do organismo.
A suspensão provisória poderia chegar de duas formas: em número de jogos ou período temporal. A UEFA adotou a forma do jogo de suspensão, decidindo claramente afastar o jogador do quente duelo de Madrid enquanto não toma a decisão final. No caso de ser punido, o que levaria a uma suspensão mínima de 10 jogos, este jogo de suspensão seria descontado no castigo.
A decisão em relação ao recurso do Benfica é única, não sendo, portanto, passível de recurso. Prestianni seguirá com os encarnados para Madrid, mas não é garantido que a resposta da UEFA ao apelo dos encarnados chegue antes da partida da capital espanhola.