Ex-colega de Otamendi: «Conhece as artes negras, garanto-vos»
Na antevisão da meia-final do Mundial 2026, o defesa inglês Kyle Walker, já retirado da seleção, teceu rasgados elogios a Lionel Messi, considerando-o ainda o jogador mais decisivo do mundo e admitindo que ninguém encontrou a fórmula para o travar, mas também ao «leão» Nicolás Otamendi.
Apesar de se ter retirado da seleção inglesa pouco antes do torneio, o ex-jogador do Manchester City, que representa atualmente o Burnley, tem acompanhado o percurso da Argentina. Numa entrevista ao jornal The Sun, destacou a capacidade do capitão argentino de ser decisivo, mesmo quando parece estar à margem do jogo.
«Messi é Messi e demonstrou neste Mundial que, quando quer dar tudo, a Argentina continua a ter um grande jogador em quem pode confiar. Às vezes parece que está simplesmente a caminhar, mas de repente ganha vida. A qualidade que demonstra com a bola é excecional», afirmou o lateral. Walker confessou a dificuldade em anular o astro argentino, numa das frases mais marcantes da entrevista: «Se eu soubesse como o parar, seria o melhor de todos os tempos, porque muitos tentaram e não conseguiram...»
O defesa inglês acredita que a gestão de esforço de Messi é uma das suas armas, algo que foi crucial para a conquista do Mundial no Qatar em 2022. «Ele reserva as suas energias para quando tem a bola», explicou. Walker recordou ainda um momento especial após um jogo da Champions entre o City e o PSG: «Não há muita gente que se aproxime de mim diretamente no campo depois de um jogo, mas Messi foi um deles. Protegi aquela camisola como se fosse a minha vida no caminho para casa.»
«Otamendi é o maior guerreiro que já vi em campo»
Os elogios de Kyle Walker estenderam-se a outros jogadores da seleção orientada por Lionel Scaloni, nomeadamente a dois ex-colegas do Manchester City: Nicolás Otamendi e Julián Álvarez. Sobre o defesa-central, ex-Benfica e FC Porto, Walker destacou a sua mentalidade competitiva.
«Nicolás Otamendi é provavelmente o maior guerreiro que já vi em campo. Tecnicamente, será ele tão bom como o John Stones, o Vincent Kompany, o Aymeric Laporte ou o Rúben Dias? Não. Mas, como alguém com quem vais para a guerra, ele pode, sem dúvida, estar ao teu lado. Tem o coração de um leão, mas também é muito astuto. Conhece as artes negras, garanto-vos», disse.
Já no que toca a Julián Álvarez, autor de um golo decisivo contra a Suíça nos quartos de final, Walker não poupou palavras. «Julián Álvarez marcou aquele golaço contra a Suíça quando mais precisavam. É um grande jogador e, obviamente, espero que não tenha o seu melhor jogo contra a Inglaterra. Mas depois desejo que possa continuar a sua carreira de sucesso», concluiu.
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