Ex-Benfica bate recorde e faz história na Premier League
Apesar da derrota do Fulham, de Marco Silva, por 2-3 frente ao Manchester United no passado domingo, Raúl Jiménez inscreveu o seu nome na história da Premier League ao converter o seu 12.º penálti consecutivo, estabelecendo um novo recorde de eficácia na competição.
O avançado mexicano, que passou pelo Benfica entre 2015 e 2018, tornou-se no jogador com mais grandes penalidades convertidas sem qualquer falhanço, superando a marca anterior. A sua série perfeita começou em novembro de 2018, ao serviço do Wolverhampton, numa derrota por 2-3 contra o Tottenham.
Desde então, Jiménez demonstrou uma consistência notável da marca dos onze metros, garantindo pontos cruciais para as suas equipas. Mesmo após sofrer uma grave fratura craniana, o internacional mexicano manteve a sua frieza, marcando de penálti numa vitória dos Wolves por 3-1 ante o Southampton.
A transferência do atacante para o Fulham não abalou a sua eficácia. O primeiro penálti convertido pelos cottagers, contra o Nottingham Forest, assinalou o seu 50.º golo na Premier League. Mais tarde, ao bisar de penálti frente ao Ipswich, tornou-se no jogador mexicano com mais golos na história da liga inglesa, somando agora 65.
O recorde anterior pertencia a Yaya Touré, que converteu os 11 penáltis de que dispôs pelo Manchester City entre 2013 e 2017. Jiménez e Touré são os únicos jogadores a atingir os dois dígitos com um registo 100% eficaz, seguidos por Dimitar Berbatov, com nove em nove.
Outros nomes notáveis incluem Cole Palmer, do Chelsea, que viu a sua série de 12 penáltis sem falhar ser interrompida ao 13.º remate, e a lenda Matt Le Tissier, que marcou 25 de 26 tentativas. Já Alan Shearer detém o recorde de mais penáltis marcados (56), mas partilha com Wayne Rooney o registo indesejado de mais falhanços (11).
Curiosamente, os únicos dois penáltis que Jiménez falhou em toda a sua carreira, num total de 45 tentativas, ocorreram na UEFA Europa League pelo Wolverhampton (2020) e ao serviço da seleção do México (2018).