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Estrela de Inglaterra revela jogar com dores há seis meses
O médio Declan Rice revelou que tem jogado com dores nos nervos de um tendão da coxa desde o Natal, ao mesmo tempo que classificou como «obsceno» o número de jogos que disputou esta época. Apesar do problema físico, o internacional inglês garante estar apto para o próximo jogo da Inglaterra no Mundial 2026, contra o Gana, esta terça-feira às 21h00.
Soaram os alarmes quando Rice foi forçado a sair aos 72 minutos na vitória da Inglaterra sobre a Croácia por 4-2. O problema está relacionado com a parte superior do tendão da coxa, com dor na zona lombar. No entanto, o jogador descreveu a sua substituição como uma decisão «inteligente» e assegurou que estará em plenas condições para o segundo jogo da fase de grupos.
«Estou pronto, em forma e ansioso por jogar», afirmou Rice à ITV Sport. «Estava a sentir uma pequena dor neuropática no tendão da coxa, que tenho gerido no Arsenal há muito tempo, desde o final do ano. Poucas pessoas sabiam disso. Foi tudo tratado nos bastidores», explicou.
O médio do Arsenal, que esta época venceu a Premier League e foi finalista vencido na Champions League e na Taça da Liga inglesa, fez 63 jogos: 55 pelo seu clube e oito pela seleção. «É um número obsceno de jogos», admitiu. «O calendário foi uma loucura, mas o que podemos fazer? Não nos podemos sentar e queixar. Temos de seguir em frente por momentos como o que tive na Premier League, ao vencê-la. Jogaria todos os jogos possíveis para ter essa sensação outra vez», acrescentou.
Rice abordou também a condição física do seu colega de clube e de seleção, Bukayo Saka, que tem lidado com um problema no tendão de Aquiles. Saka foi apenas suplente utilizado contra a Croácia, mas entrou bem e assistiu Marcus Rashford para o quarto golo. Não se espera que seja titular contra o Gana, devendo Noni Madueke manter o lugar na ala direita.
«O Bukayo terá impacto neste torneio», garantiu Rice. «A forma como o estamos a gerir é muito boa. Tendo em conta a quantidade de futebol que ele jogou, acho que o estamos a gerir da maneira certa. Não queremos colocá-lo logo a jogar e correr riscos. Precisamos de o ir integrando aos poucos», defendeu.