Keely Hodgkinson, campeã olímpica dos 800 metros
Keely Hodgkinson, campeã olímpica dos 800 metros

Estrela britânica envergonha West Ham: «Mais medalhas do que alguma vez viram!»

Keely Hodgkinson, que juntou o ouro nos 800 metros do Mundial de pista curta ao seu título olímpico, criticou o impasse do clube londrino, nada convencido em ceder o estádio para os Mundiais de 2029

A campeã olímpica e mundial Keely Hodgkinson criticou o West Ham, clube da Premier League, devido a um impasse que ameaça a candidatura de Londres para receber os Campeonatos do Mundo de Atletismo de 2029. A atleta, adepta do Manchester United, recorreu às redes sociais para deixar uma farpa ao clube londrino.

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A polémica surgiu após notícias de que o West Ham poderá não ceder temporariamente o Estádio de Londres, recinto que utiliza para os seus jogos em casa. A recusa do clube em desocupar o estádio por cerca de três semanas no início da época 2029-30 está a colocar em risco a candidatura britânica.

Em resposta a uma notícia sobre o perigo que a candidatura corria, Hodgkinson escreveu na rede social X: «A equipa da Grã-Bretanha trará mais medalhas para aquele estádio do que o West Ham viu em toda a sua história». A publicação foi acompanhada por emojis a rir.

O West Ham garantiu o arrendamento do Estádio de Londres em 2013, num acordo amplamente considerado muito vantajoso para o clube. O estádio, financiado por contribuintes, foi o palco principal dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Num comunicado, o clube do leste de Londres sublinhou que tem um «direito contratual que garante a prioridade dos jogos do West Ham durante a época de futebol». As negociações, no entanto, continuam, com a candidatura a ter o apoio do governo britânico e da Câmara Municipal de Londres.

Keely Hodgkinson, que terá 27 anos em 2029, está no auge da carreira. A atleta acabou de juntar o ouro nos 800 metros em pista coberta ao seu título olímpico, numa campanha que marcou o melhor desempenho de sempre da Grã-Bretanha nuns Mundiais de Pista Curta, com vitórias também de Georgia Hunter Bell, Molly Caudery e Josh Kerr na Polónia.

A World Athletics, por sua vez, tem outras cidades interessadas em organizar o evento, como Roma, Munique e Nairobi, e prefere que os campeonatos se realizem em setembro, para que sirvam de grande final da temporada de atletismo.

O presidente da World Athletics, Lord Coe, comentou o vantajoso acordo do West Ham pelo estádio: «Fiz parte da direção de um clube da Premier League [como administrador da Fundação Chelsea] e sou muito próximo de outro [Manchester United], e penso que eles teriam ficado bastante satisfeitos com esse acordo».

Sobre a possibilidade de alterar a data dos Mundiais para julho ou agosto para acomodar a candidatura de Londres, Coe foi cauteloso. «Não posso especular. Seria uma decisão do conselho [da World Athletics]. Temos uma posição bastante clara de que queremos que os nossos campeonatos mundiais terminem como a conclusão de uma época», afirmou, explicando que a medida visa tornar o desporto mais compreensível para os adeptos num calendário desportivo já muito preenchido.

As cidades candidatas têm até ao início de agosto para apresentar as suas propostas finais, com a decisão a ser anunciada em setembro.