Mundial
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Essa terrível mania de parar de jogar depois do golo (crónica)
A melhor equipa? A República Checa. Os melhores jogadores? Os checos. O resultado: 1-1.
Os europeus entraram melhor e chegaram ao golo logo aos 6', sempre a verticalizar. Vladimir Darida, protegido pelos outros dois médios do 3x5x2 do velho Koubek, subiu pela direita, cruzou atrasado para o ala do lado contrário: Alexandr Sojka. O jogador do Viktoria Plzen cedeu de imediato a bola, de primeira, a Michal Sadilek e este rematou forte, sem hipótese para Ronwen Williams.
O que aconteceu depois? Os checos, que têm um poderio raro no ataque na dupla Patrik Schick e Adam Hlozek, acharam que estava feito. Nada mais tentaram extrair, pelo menos de forma consistente, dos lutadores mas mal organizados Bafana Bafana.
O empate poderia ter sugido antes. Iqraam Rayners esteve perto de desviar para a baliza, aos 17', na sequência da melhor jogada do desafio, com a bola a percorrer toda a largura do terreno até chegar ao cruzamento de Thapelo Maseko. E, no quarto minuto de compensação do primeiro tempo, o guarda-redes Matej Kovar largou uma bola fácil, quase permitindo um remate certeiro a um adversário.
Não eram muitas as oportunidades, porém eram suficientes para manter os checos em alerta. Só que, aos 81', a soberba descambou. Maseko foi da linha para dentro e rematou. Sulç, que entretanto tinha entrado, não conseguiu recolher por completo o braço. A árbitra Tori Penso — pela primeira vez, um jogo do Mundial teve uma equipa de arbitragem totalmente feminina — nem sequer pestanejou e apontou para a marca dos 11 metros. Aí, Teboho Mokoena não perdoou, chegando a um empate que não interessava a ninguém e abria a porta dos 16 avos de final ao vencedor do México-Coreia do Sul, a realizar mais tarde.