Remco Evenepoel  já está na Catalunha a contar a sua aventura para chegar. IMAGO
Remco Evenepoel já está na Catalunha a contar a sua aventura para chegar. IMAGO

Escolta policial salvou Evenepoel do vulcão para competir com João Almeida

Devido a nevão, o ciclista não conseguia descer do vulcão Teide em Tenerife, onde estava a estagiar em altitude antes da Volta à Catalunha, onde o português João Almeida é um dos favoritos

A participação de Remco Evenepoel na Volta à Catalunha esteve em risco devido a fortes nevões no Monte Teide, que o deixaram retido e ameaçaram o seu programa de início de época. No entanto, uma solução de última hora, que envolveu uma escolta policial, permitiu ao ciclista belga chegar a tempo da partida.

Apesar do caos logístico, a descida da montanha acabou por ser mais simples do que o esperado. «No fim, foi bastante fácil, na verdade. Apenas uma escolta policial e, passados 10 minutos, a estrada estava seca e super limpa. Acho que houve muito stress por pouca coisa. Mas sim, conseguimos chegar, que é o mais importante», relatou Evenepoel em declarações ao Cycling Pro Net.

Recorde-se que, dias antes, o encerramento das estradas de acesso ao seu local de estágio em altitude gerou uma enorme incerteza sobre a sua presença na corrida catalã. Contudo, ultrapassado o contratempo, o ciclista garante que a preparação decorreu sem problemas.

«Foram dias agradáveis em Tenerife. Bom treino, bom ambiente. Estive uma semana com o Primoz Roglic e depois mais duas semanas com os outros, por isso correu tudo bastante bem. Divertimo-nos e tudo deverá estar no ponto para fazer bem esta semana», afirmou, descrevendo a sua preparação como fluida e produtiva.

Com a perturbação esquecida, o foco vira-se agora para a competição. A etapa inaugural apresenta um final que favorece não só os sprinters, mas também os homens da geral, devido à sua natureza explosiva e à possibilidade de ganhar segundos de bonificação.

Evenepoel antecipa um final seletivo. «É como um sprint prolongado, digamos. São quase 800 metros de sprint, portanto não é um sprint puro, o que significa que bons ‘puncheurs’ também podem sair-se bem hoje. Penso em nomes como o Godon, que está muito forte para hoje», analisou.

Embora não se considere o mais rápido, o belga não descarta a possibilidade de lutar pela vitória. «Vou tentar estar na discussão. Temos de entrar bem colocados na última descida porque é um pouco técnica. Por isso, provavelmente estarei na luta e depois arrisco. Se chegar para a vitória, veremos depois. Acho que não sou o mais rápido do pelotão, mas, como disse, é um esforço longo», explicou.

Quanto às condições meteorológicas, Evenepoel não acredita que o vento, apesar de presente, seja um fator decisivo. «Na estrada da costa será vento de frente, mas acho que o sprint será com vento pelas costas. Vamos ver como corre. Creio que as condições são iguais para todos e eu vou dar o meu melhor e tentar um bom resultado hoje», concluiu, mostrando-se focado e com os objetivos intactos para a semana de competição.