FC Porto festeja a 25.ª Supertaça do seu historial - FOTO: PAULO CUNHA/LUSA
FC Porto festeja a 25.ª Supertaça do seu historial - FOTO: PAULO CUNHA/LUSA

Empurrão para a conquista tem o nome habitual (crónica)

Desde que chegou ao FC Porto, Victor Froholdt foi solução para muitos problemas. Perante um Torreense «dos grandes», o dinamarquês foi quem levou o dragão para a 25.ª Supertaça da história portista

A Supertaça ficou para o campeão, a honra para o Torreense. O FC Porto venceu a 25.ª como venceu o campeonato. Sendo pragmático, solidário, e com Victor Froholdt a empurrá-lo para a vitória. É uma nova época, mas este foi o «velho» campeão de 2025/26, ainda sem ter todo o fulgor físico, mas a transitar capacidades de uma temporada para a outra.

O relvado era péssimo, horrível. O Torreense foi o oposto disso durante 10/15 minutos. A equipa do Oeste pegou no jogo desde o primeiro momento e levou-o na direção da baliza portista durante um quarto de hora, sensivelmente. Como o fez? Com coragem, a pressionar o campeão e com bons executantes no meio-campo, a tirarem adversários do caminho e a não deixarem Froholdt e companhia roubarem-lhes a bola.

A primeira impressão é que o Torreense vinha mesmo para desafiar o dragão, que durante aquele período foi surpreendido pelo vencedor da Taça. O lance aos 12’ minutos, com André Silva a atrapalhar-se na pequena área de Adriel, começou a mudar o encontro. Não de forma imediata, porque o FC Porto estava a meter-se todo por dentro, não havia largura e, por isso, quando causou perigo foi numa transição rápida de Pepê para William Gomes ter um falhanço do tamanho do estádio.

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No fundo, o dragão primeiro susteve o ataque contrário, estabilizou e, depois, começou a entrar nas linhas contrárias. No centro de tudo, Victor Froholdt. O dinamarquês foi o dínamo dos portistas, a dar apoio frontal aos centrais e a Pablo Rosario quando em ataque posicional e logo a seguir a romper em diagonais. A imagem do relvado mostrava cinco homens do FC Porto encostados à linha defensiva de cinco do Torreense: Gabri Veiga tinha a mesma missão que o dinamarquês, enquanto Pepê e William Gomes davam largura. Zaidu e Alberto Costa a entrarem pelo interior, ora um e outro no apoio a Pablo Rosario.

O golo chegou quase com este quadro. Pepê cruzou da direita, Gabri Veiga entrou na área, onde estava André Silva, mas foi Froholdt quem, vindo em pezinhos de lã a entrar na área, cabeceou para o fundo das redes. O 1-0 ao intervalo premiou a subida de desempenho dos portistas, mas a diferença era tão pequena para tamanho Torreense, que terminou o primeiro tempo a ameaçar o empate.

Se antes tinha havido dois períodos - não iguais - de superioridade de cada equipa, a segunda parte foi mais equilibrada. E isso é um elogio ao Torreense, que mostrou muito bons processos, obrigou Farioli a ir refrescando pernas e a dizer à equipa para ter a humildade de baixar linhas, porque este vencedor da Taça sabia o que fazia, com Dany Jean a ser sempre ameaça e dois médios com qualidade como Léo Azevedo e Alfaro a manterem qualidade na posse.

Sem ocasiões de maior, as emoções ficaram para o fim. Uma ocasião do Torreense desperdiçada por Zoabi, um remate de Inbeom e um lance que deixou adeptos em suspenso e Dany Jean em empurrões com portistas. O VAR não viu nada de mais na área portista, mandou o árbitro seguir e o dragão ficou com o 88.º título do seu palmarés.

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