E se o Benfica fosse campeão europeu? Eis a resposta de Rui Borges
— Que análise faz a esta vitória do Sporting e o que pode dizer sobre Nuno Santos?
— O Nuno tem uma lesão muscular. Nos 90 minutos fomos melhores, na 1.ª parte entrámos bem, com o Alverca a defender em bloco baixo. Depois do golo, entrámos num jogo controlado, mas adormecido, em que nos podia expor nalguma perda de bola. O Alverca procurava o ataque rápido, mas ficou um jogo morno. A 2.ª parte foi totalmente diferente, a equipa esteve muito dinâmica, com energia diferente da 1.ª, não baixámos as linhas, foi uma 2.ª parte muito boa da nossa parte, com e sem bola. A única situação do Alverca até perto do fim foi o 3-1.
— Pedro Gonçalves e Trincão tiveram queixas no final, como estão?
— O Pedro teve uma cãibra e o Trincão foi pisado.
— Como viu a decisão do árbitro ao mostrar o cartão amarelo a Suárez?
— Acho que o cartão branco é que devia ter sido mostrado, tem de se perguntar ao árbitro ou ao VAR. É uma situação estranha que não vou estar a comentar muito.
— Ficou incomodado quando ouviu Mourinho dizer que não queria o Sporting campeão europeu? E se fosse ao contrário, gostava que o Benfica fosse campeão europeu?
— É a opinião sincera do míster. Eu sou português, quero sempre que os portugueses ganhem.
— Após o Benfica ultrapassar provisoriamente o Sporting, sente que a equipa pode tremer até acertar o calendário?
— Estamos focados em nós, aí é o que importa. Nós sabemos aquilo que temos de fazer nestes jogos, nesta reta final de campeonato, e é isso que nós estamos muito focados. Não estamos focados nos adversários diretos, Estamos focados em aquilo que nós controlamos, que é o nosso jogo. O único foco é sobre o nós, sobre aquilo que nós podemos fazer nos nossos jogos. Hoje foi mais uma grande resposta, agora alguns vão para as seleções, e nós vamos respirar um bocadinho nestes dias para prepararmo-nos para o que aí vem.
— No início da 2.ª parte, Luis Suárez esteve três vezes isolado com bolas na profundidade, fez parte dessa mudança de estratégia ao intervalo?
— O Alverca se calhar subiu o seu bloco e deu-nos espaço para essas diagonais. Fomos mais dinâmicos, andámos muito em corredores, que era o que tínhamos de fazer também. Nunca corremos para trás e isso era o mais importante, instalarmos o jogo. Controlámos o jogo, a bola não parou tanto e depois a qualidade veio ao de cima.
— Já falou do desgaste da equipa, não só físico, mas não mudou quase nada o onze, só entrou Nuno Santos para o lugar de Maxi Araújo, porque apostou praticamente na mesma equipa?
— Jogámos ao quinto dia, sentia-se que a energia não era a mesma, mas tentámos ser pressionantes desde o início. Mais do que a parte física, quisemos recuperar a parte mental do jogo do Bodo/Glimt. A parte física não era desculpa porque o jogo foi há cinco dias. Queríamos ligá-los para a exigência de um jogo com uma equipa a meio do campeonato.
— Como se sente por atingir a 50.ª vitória enquanto treinador do Sporting num jogo que a equipa dominou quase do início ao fim?
— Fico feliz. É mais um marco naquilo que é o nosso caminho enquanto equipa técnica. Marca um caminho do Sporting muito bom, muito feliz. Temos feito um grande trabalho e tudo o que é qualidade de jogo e dados assim o demonstram. Por isso, mais do que 50 jogos, estou feliz por estes meses todos na liderança de um grande Sporting.
— Não. Estou ansioso por jantar com a família e por termos folga, e por uma semana mais tranquila, para relaxarmos um pouco.
— E que novidades pode dar sobre Nuno Santos?
— Esteve 15 meses parado e um jogador corre estes riscos quando volta. É impossível saber o tempo de paragem.
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