Léo Azevedo foi o jogador mais combativo do emblema da Liga 2 - Foto: PAULO CUNHA/LUSA
Léo Azevedo foi o jogador mais combativo do emblema da Liga 2 - Foto: PAULO CUNHA/LUSA

É pela esquerda que se encontra o Oeste. Léo Azevedo dá a direção (as notas do Torreense)

O número 6 foi o motor do jogo da turma de Torres Vedras: defendeu, atacou, recuperou, rematou, jogou, fez jogar... Mas foi pelo lado esquerdo que os comandados de Luís Tralhão mais alegria tiveram. Javi Vázquez e Dany Jean souberam pôr os dragões em… sentido!
Léo Azevedo (7)

Impressionou não só pela capacidade de defender, mas, sobretudo, pela forma como consegue progredir com qualidade para o ataque. Aos  8', ganhou na dividida para servir Musa Drammeh na frente, mas, como este lance, iria haver muitos durante o jogo! Ficou muito perto de ser feliz aos 45+2’, no melhor lance do Torreense na primeira parte: na área, rematou forte, mas a bola encontrou um muro. Na etapa complementar, roubou bem a bola aos 54’ (como é costume) perto da área do Torreense, e passado uns segundos foi ele mesmo a visar a baliza de Diogo Costa. Voltou a apontar ao alvo adversário, aos 79’, embora o esférico tenha saído por cima da baliza. Mas o momento alto foi mesmo aos 87', em que voltou a recuperar uma bola e deu sequência, em condução, à grande oportunidade do Torreense no encontro, desperdiçada por Zoabi…

Adriel (5) — Não teve tanto trabalho como, eventualmente, se poderia esperar. Aos 12’, o guardião ex-Aves SAD segurou com tranquilidade o primeiro lance de perigo do FC Porto. O reforço voltou a demonstrar-se atento aos 17’, 19’ e 39’, mas já nada pôde fazer para impedir o golo dos dragões aos 38’. Na segunda parte, a primeira intervenção foi aos 58’, em que defendeu para canto um livre de André Silva. Voltou a estar seguríssimo aos 84’, numa disputa com Deniz Gul

David Bruno (5) — Levou o primeiro amarelo do jogo (12’), após uma falta sobre Pepê, no meio-campo ofensivo da equipa do Oeste, o que o condicionou para o resto da partida.

Moahmed Diadié (6) — Secou André Silva (6’), obrigando-o a ir em direção contrária à baliza, terminando com o perigo portista. Estava dado o mote para um jogo repleto de confiança e também segurança. Fez um grande corte aos 22’, no primeiro lance de grande perigo dos azuis e brancos. Sempre muito atento, aos 73’, fez mais uma interceção decisiva.  Já para lá do minuto 90, levou a melhor sobre Pepê, no corpo a corpo. Que central!

Stopira (6) — E por falar em grandes centrais... eis o capitão! Mostrou-se, como é apanágio, em grande plano, começando com um grande corte aos 13', após remate de William Gomes. O internacional cabo-verdiano voltou a mostrar toda a qualidade (e experiência!) com um grande corte aos 30’, em que, se não acerta na bola, haveria certamente cartão... De novo, aos 33’, fez um corte para canto num gesto atlético de quem está na flor da idade. São só 38 anos. Na etapa complementar (68’), varreu Alberto Costa, num corte, mas, naturalmente, sem falta. No minuto seguinte, voltou a mostrar segurança, num gesto idêntico, mas dentro da área.

Javi Vázquez (7) — Há tanto para dizer (e de bem!) sobre este atleta. Nos primeiros segundos, foi logo capaz de desequilibrar dentro da área dos portistas. Voltou a ser protagonista aos 2’, com um livre frontal, em que obrigou Diogo Costa a defender para canto e aos 3’, ao rematar à entrada da área, tendo valido um corte de Bednarek. Aos 7’, pela esquerda, obrigou a nova interceção do mesmo central (que até se lesionou) evitando males maiores para os dragões. Até no plano defensivo esteve bem: tirou o pão da boca a Alberto Costa (26'). Na frente, voltou a aparecer muito bem aos 45+2’, no corredor esquerdo, para servir Musa Drammeh. Fez mais dois belíssimos cortes: 46’ e aos 59’. Mas nem tudo podia ser perfeito... e bateu mal um livre, que se avizinhava perigoso, aos 62’. Aos 79’, fez um novo cruzamento rasteiro pela esquerda, mas não apareceu ninguém para finalizar... Numa das últimas tentativas de chegar ao empate, aos 81’, voltou a combinar muito bem com Dany Jean pela esquerda, mas não deu golo.

Nuha Jatta (5) — Aliviou, sem modas, aos 36’, e ainda ganhou uma falta nesse lance. O reforço (ex-Estugarda) tentou isolar o fresco Baradji, na reta final mas sem sucesso, com o passe a sair mal.

Alfaro (5) — Foi o mais apagado dos torreenses no primeiro tempo, mas quando tem a bola o perfume é outro. Aos 50’, recuperou-a bem e logo a pôs redonda para Musa Drammeh. No minuto seguinte, esteve bem no plano defensivo.  Na etapa complementar, já apareceu mais (e melhor!)

Luis Quintero (5) — O segundo amarelo do jogo (16’) foi para ele, depois de ter pisado André Silva, mas esse lance de mais rispidez logo ficou esquecido com outro de classe aos 22’: dentro da sua área, em vez de aliviar para longe, saiu do lance de perigo portista com a bola no pé, permitindo lançar um contra-ataque rápido, mas pensado. No golo do FC Porto, pedia-se mais agressividade na pressão...

Musa Drammeh (5) — Aos 9', rematou com muita vontade dentro de área, mas saiu muito desenquadrado, dando fim a um lance que parecia muito prometedor. Não conseguiu imprimir força suficiente à cabeça para atacar a baliza, após cruzamento pela esquerda de Dany Jean (54'). Explodiu muito bem (60’), em contra-ataque, e acabou por ganhar falta.

Dany Jean (6) — Uma verdadeira mota pela esquerda, mas foi pelo meio que (11’) começou por dar o ar da sua graça, galgando metros até à entrada da área, para rematar para defesa de Diogo Costa. Voltou a acelerar muito bem aos 45+2’, mas, aí, pela esquerda, servindo Javi Vásquez. Regressou do intervalo com a mesma vontade e cruzou muito bem para Musa Drammeh, que não conseguiu, todavia, cabecear para golo (54’). Por fim, teve no pé o empate (81’), em mais um bela jogada pela esquerda, mas rematou muito ao lado, acusando algum cansaço...

Adama Baradji (5) — O avançado foi a jogo aos 67’ e foi na defesa que teve o melhor momento aos 74’, ao tombar Deniz Gul, cessando o ataque do FC Porto.

Mutombo (6) — Lançado aos 77’, fez um grande corte aos 88’, a evitar o 2-0 dos azuis e brancos.

Joel Romero (4) — Também entrou aos 77', mas esteve apagado.

Zoabi (4) — Aos 87’, quatro minutos depois de entrar, foi protagonista do desperdício do jogo. À boca da baliza, isolado por Léo Azevedo, atirou, inacreditavelmente, por cima...

Zohi (4) —  Entrou aos 83’ para atacar o empate, fez um passe de grande qualidade, aos 86’, que isolaria Dany Jean, mas a bola foi intercetada, no limite.

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