Vallecas, casa do Rayo Vallecano
Vallecas, casa do Rayo Vallecano

Drama em Vallecas: Rayo Vallecano fica sem estádio

Comunidade de Madrid anunciou que o estádio de Vallecas será alvo de «obras de urgência» que podem durar até seis meses

O Rayo Vallecano enfrenta um grave contratempo a poucas semanas do início da LaLiga 2026/27, depois de a Comunidade de Madrid ter anunciado que o estádio de Vallecas será alvo de «obras de urgência» que podem durar até seis meses. Esta decisão deixa a equipa sem casa para os seus jogos no campeonato.

A Comunidade de Madrid, proprietária do recinto, comunicou também ao clube, na segunda-feira, a «extinção da concessão, com uma medida cautelar de suspensão», para permitir a realização das obras. A medida drástica surge na sequência de uma auditoria que revelou um estado de conservação preocupante. «Fizemos uma auditoria ao estádio que apresentou resultados bastante desoladores no que diz respeito à manutenção, que era competência e obrigação direta do clube», explicou o conselheiro Mariano de Paco Serrano. Segundo o mesmo, a auditoria detetou falhas no «cumprimento normativo e nas licenças», levando a Comunidade de Madrid a «fazer uma pausa temporal na concessão para poder realizar estas reformas».

Com esta decisão, o Rayo Vallecano não poderá jogar em Vallecas os seus primeiros jogos em casa. A estreia em casa estava marcada para 20 de agosto, contra o Alavés, mas terá de ser disputada noutro local. «A Federação e a LaLiga sabem. Estão a trabalhar nisso», garantiu Mariano de Paco sobre a procura de um estádio alternativo.

Recorde-se que, na época passada, o Estádio de Butarque, em Leganés, já acolheu um jogo do Rayo contra o Atlético Madrid devido a problemas com o relvado de Vallecas, que também forçaram o adiamento de um jogo contra o Oviedo.

Críticas à direção do clube

O conselheiro Mariano de Paco Serrano responsabilizou diretamente o presidente do Rayo Vallecano, Raúl Martín Presa, pela falta de manutenção das instalações. «Neste momento, o clube não tem capacidade para ser titular de uma concessão pública. O que aconteceu é intolerável», afirmou, justificando a extinção do contrato.

O responsável pela Cultura e Desporto da Comunidade de Madrid criticou ainda a postura do clube após a auditoria. «No passado dia 12 de junho, enviámos um primeiro pedido de informação para que justificassem todas as deficiências detetadas. Não só não forneceram nada, como no último dia do prazo pediram uma prorrogação», denunciou. «Concedemos essa prorrogação e voltaram a não nos entregar a informação. Atualmente, a manutenção do estádio não garante a segurança das pessoas.»

Auditoria revela falhas graves

A auditoria que motivou esta decisão descreve uma «situação de obsolescência generalizada» e um «severo incumprimento normativo» por parte do clube. O relatório aponta deficiências graves que comprometem a segurança e o funcionamento do estádio.

Entre os problemas identificados estão falhas nos sistemas de proteção contra incêndios, nas instalações elétricas e na iluminação de emergência. A auditoria alerta ainda para problemas higiénico-sanitários, com risco de legionela, e para o uso indevido da zona de restauração como armazém, o que aumenta o perigo em caso de incêndio. O documento conclui que grande parte das instalações já ultrapassou a sua vida útil e critica o clube por não ter fornecido a documentação obrigatória sobre inspeções e planos de manutenção.

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