Froholdt marcou o único golo do FC Porto na receção ao Rio Ave, depois de um bom entendimento entre Gabri Veiga e Pietuszewski - Foto: Rogério Ferreira / Kapta +
Froholdt marcou o único golo do FC Porto na receção ao Rio Ave, depois de um bom entendimento entre Gabri Veiga e Pietuszewski - Foto: Rogério Ferreira / Kapta +

Dragão cospe menos fogo, mas ainda é bem territorial (crónica)

A pressão asfixiante dura menos tempo e a reação à perda chega um pouco mais tarde, já que as pernas não respondem como antes. Ainda assim, bastou um passe genial e manter o perigo longe de Diogo Costa

A chave estava na genialidade de Gabri Veiga. Naquela conta de cabeça, que meteu tempo e espaço e que resolveu em centésimos de segundo, antes de colocar a bola pelo lado de dentro de Vrousai e definitivamente à frente de Pietuszewski. Para o resto, já bastava o jovem polaco. Rápido, chegou primeiro à dividida com o bombeiro Brabec. Técnico qb, conduziu com a trivela até ter a linha de passe para a segunda vaga que chegava, como quase sempre, por intermédio de Froholdt. Era o primeiro golo, tinham passado 22 minutos e nem se estava no melhor momento do FC Porto até aí. No entanto, era um resultado que deixava os dragões bem mais perto do seu objetivo e os vila-condenses colados à linha de água.

O conjunto de Farioli atacara em vagas sucessivas desde o pontapé de saída, dando a entender que o golo era apenas uma questão de tempo. Contudo, esse frenesim durara pouco mais de dez minutos, o que deixa mais uma vez no ar a ideia de que a equipa não consegue estar pressionante e asfixiante tanto tempo como há algumas semanas. E isso permitiu a um Rio Ave com muitas dificuldades em ligar o jogo inicialmente num outro capaz de ameaçar o empate.

Um sinal disso mesmo é que a primeira grande oportunidade pertenceu aos visitantes, aos 12 minutos. Vrousai cruzou, Olinho saltou para cabecear por cima. Aos 17' e 20', o Rio Ave voltava a tentar, com Spikic e novamente Olinho a obrigarem a defesa portista a nunca perder a concentração.

Deu-se o golo e a proatividade dos homens de Sotiris Silaidopoulos manteve-se. Nikitscher e Bezerra chegaram a solicitar finalizações, mas os seus desejos não foram correspondidos. Pelo meio, dois momentos: Gabri Veiga, novamente brilhante, a rodar à entrada da área e a acertar no poste e Gul a cair na área na luta com Brabec, com árbitro e VAR a não considerarem falta do defesa. Ou pelo menos erro claro e óbvio do juiz.

QUEM NÃO MARCA, NÃO SOFRE

Se na etapa inicial a ligação com Deniz Gul só foi estabelecida uma vez, na jogada da queda na área, que resultou de uma perda de bola na fase de construção dos vila-condenses, quando o conseguiu na segunda, envolvendo aos 50' a diagonal em aceleração de Pietuszewski, um excelente passe de primeira de Veiga e a rotação e remate imediato do turco para as redes, não contou. Houve fora de jogo no momento em que a bola chegara ao flanco.

Deniz Gul — que tem um perfil ainda menos associativo que o lesionado Samu — estaria em mais uma das poucas oportunidades do segundo tempo, na sequência de um tiro de Pepê para defesa de Van der Gouw. O turco recuperou a bola e tentou imitar Pietuszewski, servindo Froholdt, com o médio desta vez a acertar no poste. Sairia depois para Borja Sainz, primeiro, e Moffi, experimentarem o lugar.

O terceiro tiro ao ferro surgiria aos 89', por Rodrigo Mora, que foi protagonista da substituição do costume de Farioli — só que, desta vez, Gabri Veiga estava a ser o melhor em campo. Os remates ao poste, a que se juntou alguma falta de discernimento e frescura, e ainda a aversão que Farioli tem ao risco quando o resultado está apertado e o jogo se aproxima do fim, mantiveram o Rio Ave sempre dentro do resultado. Ainda que sem oportunidades ou sequer grande presença junto de Diogo Costa.

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Os dragões acabaram a deixar passar o tempo junto à bandeirola de campo, controlando até final.