Rinat Akhmetov, dono do Shakhtar Donetsk
Rinat Akhmetov, dono do Shakhtar Donetsk

Dono do Shakhtar Donetsk compra apartamento mais caro da história

Operação no Mónaco avaliada em cerca de 471 milhões de euros

O empresário ucraniano e dono do Shakhtar Donetsk, Rinat Akhmetov, adquiriu um apartamento de cinco andares no Mónaco por 471 milhões de euros, naquela que poderá ser a transação residencial mais cara de sempre a nível mundial.

A propriedade em questão situa-se no complexo residencial Le Renzo, em Mareterra, e foi adquirida pela holding de Akhmetov, a System Capital Management (SCM), segundo a Bloomberg Businessweek. O apartamento, com 21 divisões, estende-se por cinco pisos e tem uma área de aproximadamente 2.500 metros quadrados, excluindo varandas e terraços com vista para o Mediterrâneo. Inclui ainda uma piscina privada, um jacuzzi e pelo menos oito lugares de estacionamento.

Este valor de 471 milhões de euros estabelece um novo recorde no mercado imobiliário de luxo, superando largamente transações anteriores de grande mediatismo. Entre elas, destacam-se a venda de uma mansão em Londres pelo promotor Nick Candy por mais de 295 milhões de euros e a compra de uma penthouse em Nova Iorque pelo gestor de fundos Ken Griffin por cerca de 200 milhões de euros.

O bairro do Larvotto, onde se localiza Mareterra, tornou-se a zona mais cara do Principado. De acordo com o observatório do IMSEE, publicado em fevereiro de 2026, o preço por metro quadrado na área ultrapassou pela primeira vez os 70.000 euros em 2025, atingindo os 71.167 euros, um aumento de 2,2% num ano. Em alguns imóveis de Mareterra, os preços chegam mesmo a exceder os 100.000 euros por metro quadrado.

Rinat Akhmetov, dono e presidente de um clube de futebol ucraniano e com uma fortuna avaliada em cerca de seis mil milhões de euros pelo índice da Bloomberg, já é proprietário da Villa Les Cèdres em Saint-Jean-Cap-Ferrat, adquirida em 2019 por 200 milhões de euros. O acordo para a compra do apartamento no Mónaco foi celebrado pouco antes da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, um conflito que afetou significativamente os ativos energéticos do seu conglomerado industrial.