Diretor desportivo do Nápoles atira-se à arbitragem: «Fazemos figura de parvos»
O diretor desportivo do Nápoles, Giovanni Manna, não poupou nas críticas à equipa de arbitragem liderada por Chiffi após a derrota frente à Atalanta, em Bérgamo. Em causa esteve um golo anulado a Miguel Gutiérrez que colocaria a equipa napolitana a vencer por 2-0, num jogo que acabaria com uma reviravolta no marcador a favor da equipa da casa.
Com o treinador Antonio Conte em silêncio, foi Manna quem se dirigiu aos jornalistas para expressar a fúria do clube, visando diretamente a decisão de anular o golo por uma alegada falta de Hojlund. A decisão do árbitro, que não foi revertida pelo VAR, deixou os responsáveis do Nápoles perplexos.
O dirigente referiu que o lance «nem dava para comentar», questionando a lógica por trás da decisão do árbitro. «No golo não há qualquer contacto ou falta. Não percebo como é que ele apita. Depois, não houve qualquer verificação, continuámos a jogar. Anulou um golo embaraçoso. Onde está a falta? Onde? Para que serve o VAR? Isto não é futebol, não tenho outras palavras. É preciso uma reflexão, todos os domingos há uma equipa a queixar-se», lamentou Manna.
Manna sublinhou a importância do momento do jogo, afirmando que marcar o 2-0 em Bérgamo mudaria o rumo dos acontecimentos. O diretor desportivo recordou ainda outros episódios desfavoráveis ao longo da época. «Em Turim não assinalaram um penálti a nosso favor, em Verona correu-nos mal. No lance do penálti, chamaram-no para verificar, porque não o fizeram depois?», questionou.
A frustração do dirigente era evidente ao analisar a jogada em detalhe. «Chiffi viu algo que não existe. Só ele viu. Não houve nada, nenhuma verificação. Hojlund não faz nada, Hien agarra-se e deixa-se cair. Das bancadas, pensei que a bola tinha saído, porque não há nada», explicou, concluindo com um desabafo: «Chega-se a um jogo desta importância e anula-se um golo destes. É um paradoxo, estamos cansados. Se não há contacto, não há. Caso contrário, fazemos figura de parvos.»