Diretor de clube da Premier League acusado de violar menor não será julgado
O diretor de um clube da Premier League acusado de agressão sexual e violação não vai ser julgado, uma vez que o processo civil foi arquivado, revela a Imprensa inglesa.
O alegado agressor, cujo nome não foi divulgado devido a uma ordem judicial de anonimato, foi denunciado por uma mulher que alegou ter 15 anos na altura dos alegados incidentes, ocorridos na década de 90, na sua residência.
Após contactar a polícia, mais de um ano após os acontecimentos, a alegada vítima foi informada de que não poderia ser instaurado um processo criminal devido à legislação em vigor na época. A alternativa passaria por um processo civil, com a alegada vítima a processá-lo por danos agravados — por ter infligido «uma agressão contra a pessoa da queixosa (agressão e agressão física) e causado intencionalmente lesões corporais» —, no entanto este processo também não avançou, tendo sido arquivado.
Nesta ocasião, a Federação Inglesa de Futebol (FA) emitiu um comunicado sobre os seus procedimentos: «Dispomos de medidas de segurança consistentes e todas as denúncias que nos chegam são processadas de acordo com as nossas políticas e procedimentos. Investigamos e avaliamos todas as alegações e preocupações relativas a indivíduos que possam representar um risco de dano a crianças e adultos no futebol e, quando aplicável, podemos impor medidas de segurança proporcionais de acordo com os regulamentos da FA. Não comentamos casos individuais.»
A ordem de anonimato foi emitida a pedido do homem em 2024: «A identidade do réu como parte neste processo é confidencial e não deve ser publicada. A não divulgação da identidade do réu é necessária para garantir a correta administração da justiça e para proteger os interesses do réu, não havendo interesse público contrário suficiente para a divulgação.»