«Dínamo Minsk chega com ritmo e sem distrações»: o aviso de Vicens, treinador do SC Braga
- Que Dinamo Minsk espera encontrar neste jogo?
- Um adversário complicado. Não esqueçamos que o Dínamo, pela forma como o campeonato local está estruturado, já tem 14 jogos disputados e é líder da liga bielorrussa. As três equipas participantes da liga bielorrussa em eliminatórias ou pré-eliminatórias europeias decidiram, por questões logísticas, parar ou adiar os seus jogos enquanto estas eliminatórias decorrerem. Portanto, é uma equipa que já adquiriu ritmo competitivo, porque traz muita rodagem, com um treinador novo que, no ano passado, conquistou o campeonato com outro clube e assinou pelo Dínamo para esta temporada. Uma equipa que está focada única e exclusivamente em encarar cada jogo de pré-eliminatória europeia sem ter a distração de outra competição.
- Que análise faz ao potencial deste adversário?
- É uma equipa rodada e já em forma, com as ideias do novo treinador assimiladas. Equipa diferente daquela que defrontámos na eliminatória anterior. Recordamos que o Zeleznicar era uma equipa muito focada em tirar-te a bola e em que todo o seu processo passava por tê-la. O Dínamo Minsk sabe jogar com a bola e é capaz de te fazer ataques organizados, mas também é uma equipa que, se em certos momentos tiver de viver sem a bola, estando bem compacta e organizada, é igualmente capaz de te fazer dano nas transições, porque tem gente na frente e nos corredores muito rápida, determinante e perigosa. Vai ser um jogo de 180 minutos. Amanhã joga-se a primeira parte desta eliminatória. Vamos tentar, como já disse depois do jogo contra o Zeleznicar, estar melhor do que na semana passada e continuar a dar passos no sentido de alcançar o nível que temos de alcançar, sabendo que pelo caminho temos jogos, todos eles intensos, todos difíceis, que temos de superar.
- O SC Braga foi a última equipa portuguesa a cair na Europa na época passada. Qual é o foco para esta temporada?
- O jogo de amanhã. De nada te serve olhar mais à frente, pela forma como o futebol europeu está estruturado. Por isso, há que conquistar o direito a estar no play-off. É isso que temos de começar a fazer amanhã.
- Sente que o SC Braga está mais preparado para estar em duas frentes muito mais cedo do que na época passada, quando a equipa teve alguma instabilidade pelas mudanças constantes de competição?
- É um período muito denso em termos de jogos, com dificuldade em todos eles, porque também temos um calendário onde os adversários vão querer fazer um bom início de campeonato, mas sempre com o foco posto no imediato. Fizemos uma preparação que teve em conta onde tínhamos de chegar no mês de agosto. A pré-época teve muito isto em consideração. Não que no ano passado não tivesse, mas é verdade que no ano passado tínhamos, além disto, do ponto de vista da condição física, a questão de estar a chegar um treinador novo que tinha de acabar de conhecer os jogadores e os jogadores tinham de acabar de conhecer o treinador. Portanto, estávamos ainda à procura da nossa verdadeira identidade. Este ano isso é conhecido por parte de todos. É verdade que os novos reforços continuam no processo de adaptação, e é normal, mas vamos ver. Considero que a equipa está melhor a cada dia. Vimo-la progredir na pré-época e nos dois jogos oficiais que já disputámos, mas obviamente cada adversário apresenta-te dificuldades diferentes e, obviamente, o facto de jogares mais jogos do que os teus rivais ou do que os teus adversários no campeonato representa sempre um handicap especial ou mais importante do que aquele que outros rivais têm. Portanto, nunca vamos utilizar isso como desculpa. Sabemos o calendário desde que terminou o campeonato — ou seja, sabes que vais jogar pré-eliminatórias —, e o nosso foco está posto, primeiro, em fazer um bom jogo amanhã, sabendo que depois haverá 90 minutos no mínimo na próxima semana na Bulgária e que temos de começar bem esta eliminatória se depois quisermos resolvê-la como desejamos.