Diego Moreira marcou um golo fantástico de livre direto e ainda fez duas assistências frente ao Inter - FOTO:Imago
Diego Moreira marcou um golo fantástico de livre direto e ainda fez duas assistências frente ao Inter - FOTO:Imago

Diego Moreira marcou, assistiu e resolveu o dérbi de Milão

No primeiro duelo entre gigantes da capital da moda, Ruben Amorim e Gonçalo Ramos a equipa da casa teve uma primeira parte de sonho e aproxima-se da liderança e bate o maior de todos os rivais.

Noite de gala em San Siro e um dérbi della Madonnina marcado pelo talento de Diego Moreira, que foi irresistível, assistiu, marcou, nunca deixou a defesa do Inter respirar. Pressionado por lesões, pressionado pela derrota na última jornada frente ao Bolonha (2-4), mas com mestria na forma como montou a equipa, Ruben Amorim levou a equipa à vitória e a travar a impressionante série do Inter — que não conhecia o sabor da derrota na Serie A há longos sete meses.

Na estreia absoluta de Ruben Amorim e Gonçalo Ramos no clássico milanês, foi mesmo Diego Moreira quem roubou todas as atenções, fazendo uma primeira parte de sonho: o golo de livre é uma obra de arte, as duas assistências a demonstração que além dos dribles a alta velocidade tem igualmente uma capacidade de fazer o último passe que destrói qualquer defesa.

A fasquia estava alta, mas o conjunto de Amorim entrou em campo com uma lição bem estudada. No xadrez montado pelo técnico português, Luka Modric foi o maestro do costume. Com a serenidade e a mestria habitual de gerir ritmos, o veterano croata pegou no jogo e libertou os homens da frente para fazerem mossa à defesa do Inter, conseguindo sempre iludir as linhas de pressão nerazzurri e deu a clarividência necessária para que a magia acontecesse.

E a magia chegou quase sempre nas arrancadas Diego Moreira. O jovem extremo belga assinou 45 minutos de pura vertigem e eficácia. Como se tivesse sido contagiado por Kaká, que foi homenageado com um dos melhores da história do Milan e tinha na camisola o mesmo 22 do homem do jogo.

E já depois das duas assistências, para Pulisic e Rabiot escreveu a história do primeiro dérbi com um remate teleguiado de pé esquerdo que não deu hipótese de defesa a Martínez.

Uma exibição portentosa, digna da consagração como indiscutível homem do jogo, mas na segunda parte viveu mais do trabalho defensivo, evitando que o Inter ainda fosse atrás de um resultado positivo. Saiu esgotado perto do fim para um aplauso de pé dos adeptos do Milan.

No ataque rossonero, Gonçalo Ramos viveu uma noite ingrata perante a densa teia defensiva do rival. O avançado luso teve uma partida de sacrifício extremo, longe do perigo: quase nunca viu a bola e não dispôs de uma única oportunidade para atirar à baliza.

Contudo, o seu trabalho invisível foi determinante. Ramos desgastou os centrais do Inter com pressão constante, fechou linhas de passe e batalhou até à exaustão em prol do coletivo, personificando a entrega pedida pelo seu treinador e sendo a primeira muralha defensiva do Milan.

Na segunda metade, o Inter tentou reagir com orgulho, mas esbarrou num sempre muro intransponível. Mike Maignan exibiu toda a sua competência e segurança entre os postes, assinando intervenções decisivas nos momentos em que o adversário ameaçou reabrir a discussão do resultado.

Com o apito final, confirmou-se o triunfo de ouro para a turma de Ruben Amorim. Uma noite histórica que quebra a invencibilidade de mais de meio ano do eterno rival e relança em pleno o sonho do scudetto.

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...