«Di María e Otamendi são insubstituíveis»
O selecionador argentino, Lionel Scaloni, justificou a manutenção de 17 campeões do mundo do Qatar na mais recente convocatória com o mérito e o momento dos jogadores, sublinhando ainda a dificuldade em substituir referências como Di María e Otamendi no futuro.
Em entrevista ao Olé, Scaloni explicou que a presença de uma grande percentagem (65%) do núcleo que conquistou o Mundial 2022 não se deve a nostalgia, mas sim ao valor demonstrado pelos atletas.
«Os que continuam é porque demonstraram querer estar», afirmou o técnico, garantindo que a equipa técnica avaliou muitas alternativas ao longo do processo: «Tentámos trazer muitos jogadores e, no final, os que continuam é porque o merecem e estão em forma.»
Quanto aos que jogadores que ficaram de fora, o selecionador argentino foi pragmático: «E os que não estão, por diferentes motivos, não estão.»
A pensar no futuro, Scaloni abordou a inevitável saída de figuras históricas. Sobre Ángel Di María, descreveu a sua carreira na seleção como «um conto de fadas», considerando a sua saída merecida. No entanto, admitiu que a substituição de certos jogadores será uma tarefa complexa.
«O Otamendi já disse que depois do Mundial se vai embora. Como é que se substitui o Di María? Como é que se substitui o Otamendi quando ele não estiver? Impossível. São insubstituíveis», atirou o técnico, reconhecendo que não existem substitutos idênticos para jogadores que marcaram uma era.
Scaloni explicou que o desafio futuro passará por encontrar novas soluções. «Temos de tentar, bem, a partir de outra perspetiva, procurar outro tipo de jogadores, outra maneira de jogar, mas é impossível substituí-los e isso é algo que terá de ser feito no futuro», concluiu.