Ricky Rubio, antiga estrela da seleção espanhola e da NBA, é uma das figuras dos espanhóis
Ricky Rubio, antiga estrela da seleção espanhola e da NBA, é uma das figuras dos espanhóis

Demasiada Joventut para o FC Porto

Dragões sofrem segunda derrota na Liga dos Campeões depois de terem vivido um segundo quarto catastrófico que decidiu demasiado cedo o embate

Habituado a outros patamares europeus e a exigências semanais superiores na espanhola ACB, onde é 14.º classificado (2 v-4 d), o Joventut de Badalona foi ao Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos — a Dragão Arena não pôde ser utilizada devido à limitação da lotação exigida — mostrar por que razão lidera invicto o Grupo H, ao bater o FC Porto por pesados 64-81 (17-14, 6-26, 16-11, 25-30), na 3.ª jornada da Liga dos Campeões.

«Tendo em conta a história do jogo, fica claro que o segundo período foi muito mau para nós, não só pelo resultado no marcador, mas pelas emoções que provocou nos jogadores», afirmou Fernando Sá sobre o catastrófico segundo quarto dos azuis e brancos, no qual conseguiram apenas 6 pontos. Depois de um cesto de Gonçalo Delgado (9 pts, 5 res) a finalizar um contra-ataque debaixo do cesto, os nortenhos ficaram oito (!) minutos em branco até que Xeyrius Williams (10 pts, 3 res) fizesse mexer de novo o marcador (22-38). Demasiado tempo para quem, ciente da superioridade do adversário, pretendia discutir o resultado até ao fim.

Num jogo deste nível não se pode falhar, pois dificilmente se recupera, e o FC Porto cometeu demasiados erros cedo de mais. Esse desfasamento permitiu ao Joventut gerir a partida com maior conforto e ir alterando o ritmo como melhor lhe convinha, mesmo com a antiga estrela da seleção espanhola e da NBA, Ricky Rubio (3 pts, 1 res, 7 ass), em noite desinspirada — falhou os quatro lançamentos de campo que tentou e somou 3/7 na linha de lance livre.

«Estivemos pouco organizados no jogo exterior, tivemos apenas 25% [8/32] de eficácia da linha dos três pontos, enquanto os nossos adversários registaram 53% [16/30]. Demorámos a reagir, mas até tivemos uma boa resposta no terceiro período. Contudo, depois disso, a experiência e a qualidade do rival fizeram a diferença. Temos de fazer mais para tentar travar as ações deles», analisou ainda o técnico dos campeões nacionais. Os portistas foram igualmente batidos na luta das tabelas (34-42), embora tenham levado vantagem nos ressaltos ofensivos (14-11), tendo estado bem na proteção da posse com menos turnovers (7 contra 18), capítulo em que os catalães se mostraram desastrados.

Nota para a prestação dos suplentes da turma de Badalona — entre os quais se destacou Nicolás Laprovittola (23 pts, 3 res), vindo do banco —, que somaram 51 pontos. Um registo superior ao de todo o cinco inicial portista (39), onde apenas Williams e Childe Dundão (11 pts) atingiram a marca das dezenas.

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