Dalot recorda Amorim no Man. United: «Preferia que tivesse ficado»
Em estágio de preparação para o Mundial 2026, Diogo Dalot concedeu uma entrevista à Sport TV e abordou o período em que foi treinado com Ruben Amorim. O lateral de 27 anos destacou a importância da passagem do compatriota no Manchester United que permitiu ao clube melhorar, terminar em terceiro lugar na Premier League e voltar a jogar na UEFA Champions League.
«Sou bastante grato por tudo aquilo que ele fez pelo clube. Vai ser sem dúvida alguma um dos treinadores mais importantes em todos os anos que lá estive e é difícil de acreditar, porque os resultados em campo não aconteceram. Mas tudo o que aconteceu por trás, tudo o que batalhou, todos os dias, eu consegui ter essa perceção diária. Perceber o que ele tentou fazer todos os dias naquele clube, e implementar, ele foi fundamental, porque acabou por mudar muita coisa nos bastidores, que as pessoas não viram», começou por dizer, admitindo que gostaria que a história tivesse sido diferente.
«Há mudanças que se mantêm, sim. Obviamente que preferia que ele tivesse ficado, e que tivesse ganho mais jogos, porque é um excelente treinador, mas o futebol ditou assim. Ele vai olhar para trás com esse período como uma página importante, porque representou um clube enorme e fez aquilo que podia. Mas infelizmente no futebol, às vezes, danto tudo, os resultados acabam por não aparecer», explicou.
«Froholdt foi uma contratação muito inteligente»
Por outro lado, Dalot comentou também a conquista do campeonato do FC Porto, destacando Froholdt como uma contratação chave. «Foi sem dúvida o jogador que mais me impressionou, especialmente na capacidade que tem de pôr intensidade no jogo, de reação à perda. Era um jogador que constantemente não parava, isso é algo que todos repararam nele, e foi o representar de um jogador à FC Porto. Essa capacidade de não parar, o primeiro pensamente é sempre de reação à perda, ou de quando ganhar a bola jogar para a frente. Foi uma contratação muito inteligente e que veio ajudar muito a equipa», elogiou o jovem dinamarquês.
Dalot deu também mérito a Villas-Boas e companhia por dois grandes mercados de transferências. «Depois adicionaram jogadores com alguma experiência e qualidade também. Jogadores na frente que já não víamos há muito tempo, jogadores de um para um a toda a hora, quase já nem pensam. Perdendo um ou dois lances, continuam a ir para cima dos adversários. É o que todo o adepto quer ver e principalmente uma equipa como o FC Porto quer ir para a frente e ganhar jogos, isso foi importante para o clube», concluiu.