José Mourinho, treinador do Benfica
José Mourinho, treinador do Benfica - Foto: IMAGO

Da «guerra civil» ao «mau clima»: o que se diz lá fora da eliminação do Benfica

De Inglaterra à Argentina, não faltaram reações à derrota dos encarnados diante do SC Braga e às palavras proferidas por José Mourinho

A derrota do Benfica diante do SC Braga fez eco além-fronteiras, não só pelo resultado, mas principalmente pelo que aconteceu no rescaldo da partida, em Leiria, em Lisboa e no Seixal. O jornal espanhol Marca reproduziu as críticas de José Mourinho a uma primeira parte «horrível» e a exibições individuais «inaceitáveis» rubricadas pelo plantel encarnado, antes de destacar o clima de «guerra civil» vivido na Luz.

A mesma fonte destacou a tarja colocada pelos adeptos do Benfica nas imediações do Estádio da Luz, que resumia a insatisfação face à «política desportiva» da direção encarnada: «Depois do hotel, façam um bordel. Que se f.... os títulos, queremos é betão.»

Do outro lado do Oceano Atlântico, o diário argentino Olé salientou o «mau clima» vivido no seio dos encarnados, na ressaca da «contundente» derrota diante dos bracarenses que «desapontou» os adeptos. Além de também recordar as declarações de José Mourinho no final da partida e a tarja colocada no Estádio da Luz, o jornal albiceleste destacou a expulsão de Nico Otamendi, por acumulação de cartões amarelos, em cima dos 90'.

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Já na Turquia, país onde José Mourinho treinou até ao final de agosto de 2024, o Fanatik considerou que este tem «tido dificuldades em alcançar o sucesso» ao serviço dos encarnados. O jornal turco destacou ainda a «grande reação» do técnico luso à derrota diante do SC Braga, que, tal como todo o plantel, dormiu no Benfica Campus.

O facto de os encarnados pernoitarem no Seixal ecoou também em Inglaterra. Tanto o Daily Mail como a BBC Sport recordaram as declarações de um «furioso» Mourinho na sala de imprensa do Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria: «Hoje [ontem] não vamos para casa, vamos para o Seixal. Dormimos no Seixal e amanhã [hoje] há trabalho. Desejo que os jogadores durmam tão bem quanto eu, ou seja, não durmam. Amanhã [hoje] começaremos a conversar e a preparar o FC Porto, que é para ganhar.»