William Gomes assistiu e marcou em mais um triunfo do FC Porto - Foto: Catarina Morais/KAPTA+
William Gomes assistiu e marcou em mais um triunfo do FC Porto - Foto: Catarina Morais/KAPTA+

Remédio dos cónegos não expurgou o diabrete William (as notas do FC Porto)

Extremo brasileiro é sinónimo de desequilíbrio pela direita. Assistiu Bednarek com uma bola açucarada e, felino, assinou a reviravolta. Alberto como uma locomotiva, Gimenez promissor. Diogo voou para... salvar!
Melhor em campo - William Gomes (8)

Não fez tudo bem, porque quem arrisca tende a errar aqui e ali, mas, ao dia de hoje, é o elemento mais desequilibrador dos campeões nacionais. No Dragão, virou autêntico diabo à solta na defesa dos cónegos. Irrequieto desde o arranque do desafio, foi autêntica carraça a atormentar a saída de bola visitante. Aos 35’, deixou sinal do que estava por vir, ao obrigar André Ferreira a defesa espetacular, no já típico disparo em arco. Logo depois, serviu com mestria Bednarek para o 1-1, com uma banana bem açucarada. Manteve a toada na etapa complementar. A iniciativa individual, aos 48’, terminou com a bola a bater na parte exterior do poste. Já aos 51’, de primeira, ainda tirou tinta ao ferro. Marcou mesmo aos 58': furtivo, fuzilou ao segundo poste, para a reviravolta. Saiu sob aplausos, aos 75'.

Diogo Costa (7) — Vale pontos e o resto... é conversa. Aos 85', já depois de apanhar um susto num remate de Yan Lincon, voou para negar o bis a Dinis Pinto e segurar o triunfo. No golo sofrido, nada podia fazer. Antes, aos 12', leu bem a hesitação de Parsemain e matou o perigo na grande área.

Alberto (7) — Pressionou alto e entendeu-se bem com William Gomes. Ficou em desvantagem (dois para um) no lance do 0-1, mas não foi abaixo. Qual locomotiva, foi por ali fora aos 47’, servindo Pepê. Não contava com o brinde aos 51’, num canto, e desviou para fora. Aos 67’, deu de bandeja para André Silva e Froholdt perdoarem. E não andou longe do golo, aos 81'... Ufa!

Bednarek (6) — Na origem do golo do Moreirense, faltou-lhe alguma convicção na tentativa de alívio. Concentrado, continua intratável na bola parada: abriu a conta da época com o 1-1, num cabeceamento exemplar.

Kiwior (5) — Menos assertivo do que o parceiro do eixo (e compatriota), facilitou ligeiramente aos 83’, deixando a bola passar entre as pernas. Um excesso de confiança que assustou Diogo Costa...

Francisco Moura (5) — Em estreia na época, e logo como titular, enturmou-se amiúde na manobra ofensiva. Menos bem a defender: isolou Parsemain com um corte escusado (12') — valeu a estranha decisão do avançado — e, no golo cónego, permitiu que Dinis Pinto lhe ganhasse a frente. Saiu aos 64’, já depois de ver o cartão.

Pablo Rosario (5) — Fiável na circulação, deu o primeiro sinal de perigo com um disparo à entrada da área (7’). Sentiu algumas dificuldades perante as combinações do Moreirense na zona intermediária.

Froholdt (6) — Uns furos abaixo do registo habitual na primeira parte, perdeu vários duelos. Melhorou depois do intervalo. Inteligente a servir William Gomes aos 51’, esteve na génese do tento da reviravolta, aos 58', quando libertou para Pepê. Aos 67’, após André Silva errar a emenda, não conseguiu fazer melhor. Ficou muito maltratado em lance com Liberato e saiu de maca (90').

Gabri Veiga (6) — Nem sempre dá para ser exuberante. Cerebral no miolo, ora a tricotar, ora a tentar entrar no último terço. Gerou o sobressalto do costume na bola parada e, aos 45+1', tentou a sorte de trivela. Rendido aos 64'.

André Silva (6) — Farioli elogiou e o avançado mostrou porquê. A capacidade de trabalho do internacional luso é de louvar. Faltou sorte (e alguma arte...) na finalização. No primeiro tempo, ameaçou duas vezes. Já aos 67', falhou a emenda e ainda viu André Ferreira negar-lhe o golo, aos 69’. Saiu na segunda leva de alterações.

Pepê (6) — A primeira parte não fazia adivinhar que o ala brasileiro estaria em campo até ao apito final. Soltou-se após o intervalo. Podia ter feito melhor aos 47’, na grande área e livre de marcação, mas assistiu o compatriota William aos 58’, para o 2-1. Somou outras ações positivas, algumas de fino recorte técnico.

Martim Fernandes (5) — Rendeu Moura no lado esquerdo e estabilizou o flanco, embora numa fase menos ousada do Moreirense. Ainda se aventurou a atacar.

Inbeom Hwang (5) — Assumiu os livres e os cantos e quase oferecia o 3-1 a André Silva (69’). Joga simples, o que, por norma, deixa pouco espaço para erros.

Borja Sainz (5) — Afoito, ensaiou vários disparos, mas faltou pontaria.

Santiago Gimenez (6) — Entrou cheio de ganas e testou André Ferreira com um estouro de canhota (90+2') e um remate à queima-roupa (90+6). Bons sinais...

Seko Fofana (-) — Somou os primeiros minutos na época e voltou a sentir o pulsar do Dragão.

Nehuén Pérez (-) — Fechou à direita.

As notas do FC Porto

Suplentes utilizados: Martim Fernandes (5), Inbeom Hwang (5), Borja Sainz (5), Santiago Gimenez (6), Seko Fofana (-) e Nehuén Pérez (-)

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