Orkun Kokçu (IMAGO)
Orkun Kokçu (IMAGO)

Controvérsias na Turquia não param: envolvem vivendas e ex-jogador do Benfica

Orkun Kokçu foi envolvido numa polémica, entretanto desmentida pelo presidente da federação

A eliminação precoce da Turquia no Mundial 2026 gerou uma onda de contestação no país, mas o selecionador Vincenzo Montella vai manter-se no cargo. A garantia foi dada pelo presidente da Federação de Futebol da Turquia, Ibrahim Haciosmanoglu, que também confirmou que a promessa de oferecer vivendas aos jogadores será cumprida, apesar da polémica instalada.

A saída da competição ainda antes da 3.ª jornada da fase de grupos, num formato que apurava os melhores terceiros classificados, foi vista como um fracasso na Turquia, onde muitos esperavam que a equipa atingisse, pelo menos, a fase a eliminar. A desilusão levou a vários pedidos de demissão do técnico italiano, mas o líder federativo saiu em sua defesa.

«Ele permanecerá no seu posto e estou convencido de que, se tivéssemos avançado, teríamos superado pelo menos uma ou duas eliminatórias», afirmou Haciosmanoglu. O presidente também desmentiu as acusações de que Montella estaria a ser influenciado por Hakan Çalhanoglu nas escolhas para o onze. «Não é verdade que ele sofra a influência de Çalhanoglu», acrescentou, referindo-se aos rumores de que o médio do Inter teria um peso excessivo nas decisões da equipa técnica.

Recorde-se que, segundo a imprensa local, uma alegada discussão acesa entre Çalhanoglu e Orkun Kokçu, durante o estágio antes da partida para os Estados Unidos, na qual terá intervindo o pai do ex-jogador do Benfica, esteve na origem das insinuações sobre a falta de autoridade de Montella. No entanto, Haciosmanoglu nega a existência de um mau ambiente na seleção.

A polémica das vivendas

Outro foco de controvérsia prende-se com a promessa de oferecer casas a todos os jogadores que participaram na fase de qualificação para o Mundial. Surgiram alegações de que as construções seriam feitas numa área protegida, algo que o presidente da federação também refutou.

«Essa área não é um sítio histórico. Todas as licenças foram obtidas e a construção vai começar. Com certeza que darei essas vivendas aos futebolistas, tal como prometi», garantiu Haciosmanoglu. O dirigente explicou ainda a origem dos fundos: «Recebemos 14 milhões de dólares de bónus da FIFA. Acrescentámos mais alguns. Dividimos o valor de forma equitativa por todos os jogadores que convocámos para a qualificação e é isso».

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