Inter vence Taça de Itália e sela primeira 'dobradinha' desde... Mourinho
O Inter confirmou o estatuto de rei e senhor do calcio. Dez dias depois de conquistar a Serie A, a equipa orientada por Cristian Chivu ergueu também a Taça de Itália, ao bater a Lazio por 2-0 na final disputada no Stadio Olimpico, em Roma, garantindo assim a terceira dobradinha da história — algo que não conseguia desde a época 2009/10, então sob comando de José Mourinho.
Os nerazzurri conquistaram a décima taça do clube graças a uma exibição pragmática e eficaz — à italiana —, resolvida ainda antes do intervalo. A Lazio, empurrada por um Olimpico em festa e pelos adeptos que suspenderam o boicote à direção para marcar presença na final, até tentou discutir o jogo, mas acabou traída pelos próprios erros.
O primeiro momento decisivo surgiu logo aos 14 minutos. Na sequência de um canto batido por Dimarco, Adam Marusic desviou para a própria baliza, pressionado por Marcus Thuram, deixando sem hipóteses o jovem Edoardo Motta.
Marusic na própria baliza 🥶#sporttvportugal #TAÇAnaSPORTTV #TaçadeItália #Inter #Lazio pic.twitter.com/43Kw1Jp0vV
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A equipa de Maurizio Sarri sentiu o golpe e nunca conseguiu reagir verdadeiramente à segurança defensiva do Inter, liderada por Akanji e Bastoni. E, já perto do intervalo, surgiu o segundo golo que praticamente fechou a final: Nuno Tavares perdeu a bola em zona proibida perante a pressão de Dumfries, o neerlandês recuperou e assistiu Lautaro Martínez, que apareceu para empurrar para o fundo da baliza e dobrar a vantagem milanesa.
Erro de Nuno Tavares e Lautaro faz o segundo do Inter na final 🤯#sporttvportugal #TAÇAnaSPORTTV #TaçadeItália #Inter #Lazio pic.twitter.com/JSxg2BaZ3U
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Na segunda parte, a qualidade caiu com muitas faltas, jogadas fragmentadas, uma série de erros técnicos e até algumas confusões entre jogadores a mancharem a etapa complementar. Ainda assim, a Lazio mostrou intenção de reagir. Sarri arriscou e lançou Nicolò Rovella, Boulaye Dia e Pedro para dar outra dinâmica ofensiva à equipa e foi precisamente Dia quem esteve mais perto de reduzir, aos 75 minutos, mas Josep Martínez brilhou com uma defesa decisiva. Acabou por ser a única grande oportunidade do segundo tempo.
A partir daí, o Inter limitou-se a controlar o jogo com maturidade, segurando a vantagem sem grandes sobressaltos até ao apito final. Depois, começou a festa milanesa em Roma — uma repetição do que tinha sucedido há semana e meia, portanto —, pintada a tons de azul e preto, as cores que, inequivocamente, dominam no futebol transalpino.