Continuam a rolar cabeças em Itália: Buffon também bate com a porta
Horas depois de o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, ter apresentado a demissão, foi a vez de Gianluigi Buffon de colocar o lugar à disposição. O campeão do Mundo em 2006 e diretor-geral até hoje oficializou a saída na rede social X.
«Apresentar a minha demissão um minuto após o final do jogo contra a Bósnia foi um ato urgente, que me saiu do fundo da alma. Tão espontâneo como as lágrimas e aquela dor no coração que sei que partilho com todos vós. Foi-me pedido que aguardasse, de modo a permitir que todos fizessem as devidas reflexões», começou por contar de forma emocionada.
Rassegnare le mie dimissioni un minuto dopo la fine della gara contro la Bosnia, era un atto impellente, che mi usciva dal profondo. Spontaneo come le lacrime e quel male al cuore che so di condividere con tutti voi.
— Gianluigi Buffon (@gianluigibuffon) April 2, 2026
Mi è stato chiesto di temporeggiare per far fare le giuste… pic.twitter.com/OWtl0znwd0
Buffon explicou que após o «passo atrás» de Gravina sentiu-se «livre» para fazer um «ato de responsabilidade». «Apesar da convicção sincera de ter construído muito a nível de espírito de grupo com Rino Gattuso e todos os colaboradores, no escasso tempo ao serviço da Seleção, o objetivo principal era levar a Itália de volta ao Mundial. E não o conseguimos fazer», justificou.
O lendário guarda-redes transalpino frisou a «honra» e «paixão» inerentes a representar a seleção desde «miúdo», mas destacou a importância de a nova direção da FIGC escolher um «melhor» sucessor. Buffon reiterou ter dedicado todas as energias possíveis para ser o «elo de ligação, de diálogo e de sinergia» entre os vários escalões, solicitando a ajuda de «figuras importantes e de vasta experiência»,
«Caberá a quem de direito julgar o mérito destas escolhas. Levo tudo no coração, com gratidão pelo privilégio e pela aprendizagem que, mesmo neste desfecho doloroso, esta experiência intensa me deixa. Força Azzurri, sempre», finalizou.
As eleições para a FIGC estão agendadas para 22 de junho. De acordo com a imprensa italiana, o selecionador Rino Gattuso pode ser a próxima peça a cair, após o terceiro falhanço transalpino consecutivo em qualificações para o Campeonato do Mundo.
Artigos Relacionados: