Luís Godinho a rever imagens do VAR - Foto: Sérgio Miguel Santos
Luís Godinho a rever imagens do VAR - Foto: Sérgio Miguel Santos

Conselho de arbitragem defende intervenção do VAR em pontapés de canto

Atualmente, a intervenção do VAR limita-se a lances de golo, grandes penalidades, cartões vermelhos diretos e erros de identificação de jogadores

O presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Luciano Gonçalves, manifestou-se a favor da expansão do protocolo do videoárbitro (VAR) para incluir a correção de pontapés de canto mal assinalados e outras situações de jogo. A posição está em sintonia com as diretrizes do International Football Association Board (IFAB), o órgão que rege as leis do futebol.

Atualmente, a intervenção do VAR limita-se a lances de golo, grandes penalidades, cartões vermelhos diretos e erros de identificação de jogadores. Luciano Gonçalves, no entanto, acredita que o âmbito de atuação deve ser mais vasto. «Devemos valorizar os passos que têm sido dados para melhorar o protocolo. Já foi dado um primeiro passo na sua abertura, permitindo tornar mais transparente o funcionamento do VAR, cujo objetivo é ajudar cada vez mais o árbitro», afirmou à margem do REF Summit, no Porto.

O líder do CA sublinhou a necessidade de continuar o processo de forma estruturada para que as alterações se tornem uma realidade «a curto ou médio prazo», tanto em Portugal como a nível internacional. Contudo, ressalvou que a implementação de novas regras já na próxima época é uma decisão que «ultrapassa a arbitragem», dependendo do entendimento entre a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a FPF.

O videoárbitro Tiago Martins partilha da mesma opinião, considerando positiva qualquer medida que aumente a verdade desportiva. «A possibilidade de corrigir pontapés de canto mal assinalados será boa para o futebol, desde que o videoárbitro consiga intervir de forma rápida», alertou o árbitro da Associação de Futebol de Lisboa, em declarações à agência Lusa, destacando a importância de não prejudicar o tempo útil de jogo.

Outro tema em discussão foi o agravamento das multas por ofensas à equipa de arbitragem, uma medida aprovada em Assembleia Geral da Liga. Luciano Gonçalves vê esta proposta como uma forma de proteger o futebol no seu todo. «Se o caminho passa por penas mais punitivas para salvaguardar o jogo, então deve ser esse o caminho seguido por todas as entidades responsáveis», defendeu.

Por sua vez, Tiago Martins lembrou que a medida ainda necessita de ratificação em Assembleia Geral da FPF e que esta vai ao encontro do que tem sido defendido pela Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF). «A APAF já defendeu publicamente um agravamento das punições aplicadas aos agentes desportivos quando, através das redes sociais ou de declarações públicas, adotam comportamentos que promovem a violência verbal e prejudicam a credibilidade do futebol», concluiu.

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