Cesc Fàbregas a festejar o histórico apuramento do Como para as competições europeias
Cesc Fàbregas a festejar o histórico apuramento do Como para as competições europeias - Foto: IMAGO

Concorrência para Mourinho? Fàbregas não fecha a porta ao Real Madrid

Técnico catalão do Como e com passado no Barcelona garante que «não tem linhas vermelhas» na sua carreira

Apesar do seu passado ligado ao Barcelona, Cesc Fàbregas, atual treinador do Como, admitiu que treinar o Real Madrid não seria uma impossibilidade na sua carreira. Numa entrevista ao programa El Partidazo de COPE, o técnico espanhol abordou o seu futuro e outros temas da atualidade.

Questionado diretamente sobre se teria «linhas vermelhas» que o impedissem de aceitar um convite dos merengues, o jovem técnico foi claro. «Não tenho nenhuma linha vermelha. Uma linha vermelha, e fui muito claro sobre isto desde o início, é que não quereria ser adjunto, por exemplo. Tenho claro que quero ser treinador principal. O resto? Nem sequer pensei ou considerei isso. Não tive tempo para nada», respondeu o catalão.

Atualmente com 39 anos, Fàbregas orienta o Como, clube no qual terminou a carreira, subiu da Serie B para a Serie A e garantiu um lugar na Europa, com hipóteses de chegar à Champions. O antigo médio explicou que a sua ligação ao clube italiano vai além do banco de suplentes.

«Sou acionista do clube (Como-1907), vi um projeto para começar a treinar, tenho contrato e estou muito tranquilo... Estou num lugar que me ajuda a crescer e estou muito feliz», afirmou, acrescentando que é ele quem «contrata os jogadores» e que a experiência é «como estar na universidade todos os dias».

Sobre as suas referências como treinador, destacou Arsène Wenger, «por tudo o que acreditou» em si, e confessou que «teria gostado muito de trabalhar com Carlo Ancelotti». Elogiou ainda o trabalho de Luis Enrique, considerando «incrível» o que este está a fazer.

Ainda em temas relacionados com o Real Madrid, Fàbregas comentou a gestão de Xabi Alonso em relação a Vinícius, sublinhando a importância do coletivo. «O que aconteceu com Xabi Alonso e Vinícius... é um momento em que tens de estar preparado para tomar uma boa decisão e, acima de tudo, o que te leva a ser um melhor treinador é que tens de pensar primeiro no grupo. Ninguém é melhor que o grupo, ninguém é mais forte que o grupo e ninguém está acima do grupo», defendeu.

O técnico abordou também o futuro de Nico Paz, médio que o Real Madrid pode recomprar por 9 milhões de euros. Fàbregas acredita que «mais um ano aqui (no Como) far-lhe-ia muito bem», embora admita que ainda não houve conversas sobre o assunto. «Estou muito tranquilo, porque acredito que o Nico Paz tomará a decisão certa», concluiu, referindo que o vê «quase como um filho».

Por fim, apesar de ter sido apontado como um possível candidato ao cargo de selecionador italiano, Fàbregas não hesitou em apontar a sua favorita ao próximo Campeonato do Mundo: «Para mim, a Espanha é a clara favorita. Estes rapazes fazem-me desfrutar, não perco um jogo!»

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