Como é que as Aves domaram o leão?
Pela segunda época consecutiva, o Aves SAD conseguiu tramar o Sporting, no próprio reduto. No ano passado, o encontro ficou 2-2 - também em jogo da segunda volta e em que os leões estiveram a vencer 2-0.
Neste ano, contudo, a história era diferente. Os avenses entraram em campo já com a descida confirmada. De entre várias razões para não correr, João Henriques conseguiu motivar os seus jogadores a fazê-lo - pelo orgulho e brio de um grupo que não quer ficar na história como o pior último classificado de sempre na Liga com 34 jornadas e desde que a vitória vale três pontos (recorde que pertence ao Penafiel, que em 2005/06 fez 15 pontos).
Já no início da semana, o técnico fez questão de incutir um espírito de união nos jogadores. João Henriques sabia que ia encontrar um Sporting débil fisicamente, perspetivando que, se o seu conjunto fosse forte nos duelos, organizado e intenso, poderia fazer estragos.
De facto, o Aves SAD estancou bem a estratégia leonina. Por um lado, concedeu pouco espaço na zona intermediária. Por outro, soube bloquear as investidas pelas laterais. No ataque, a ordem era clara: as setas - Tunde Akinsola, Óscar Perea e Diego Duarte - apontadas à baliza.
O Sporting era o último clube dos três grandes ao qual o treinador, de 53 anos, ainda não tinha roubado pontos. Fê-lo ao 10.º encontro com os verdes e brancos, quando poucos o previam. E, assim, o lanterna vermelha chegou aos 14 pontos.