Uma paisagem que vai tornar-se real para muitos europeus nos Jogos Olímpicos de 2028. IMAGO
Uma paisagem que vai tornar-se real para muitos europeus nos Jogos Olímpicos de 2028. IMAGO

Ciclismo em LA2028 com final à filme de Hollywood

O Observatório Griffith vai ser a meta das provas de estrada e de contrarrelógio da próxima edição dos Jogos Olímpicos, que se realizam entre 14 e 30 de julho de 2028

As provas de estrada e de contrarrelógio dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 terão um final desafiante no Observatório Griffith, após uma subida exigente na encosta sul do Monte Hollywood. A organização anunciou esta semana que ambas as competições partirão do passeio de Venice Beach.

O belga Remco Evenepoel, atual campeão olímpico em ambas as disciplinas após a sua notável prestação nos Jogos de Paris 2024, defenderá os seus títulos em julho de 2028 e terá uma tarefa difícil já que o Comité Organizador optou por aumentar o nível de dificuldade das provas com a inclusão de uma ascensão final curta, mas que promete eliminar as hipóteses dos puros sprinters e acrescentar emoção à competição.

Os percursos ligarão Venice Beach, o Griffith Park e o Observatório Griffith, combinando a paisagem costeira da região com secções urbanas de inclinações acentuadas. Os ciclistas enfrentarão um traçado que se estende desde a costa do Pacífico até às colinas que dominam Los Angeles, adicionando complexidade e desafio, revelou o Inside The Games.

As provas de ciclismo estarão centradas no Griffith Park. O contrarrelógio está agendado para 19 de julho, enquanto as corridas de estrada masculina e feminina decorrerão em dias separados, a 22 e 23 de julho, respetivamente.

Embora os detalhes completos do percurso ainda não tenham sido revelados, espera-se que a organização adote um formato de circuito, à semelhança dos recentes Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos. Este modelo permite que os espetadores acompanhem a corrida mais de perto, criando uma experiência mais envolvente.

A calendarização representa um enorme desafio para os ciclistas, que terão de planear cuidadosamente os seus objetivos. A proximidade entre o Tour de France, a mais importante prova anual do ciclismo, e os Jogos Olímpicos obrigará a uma gestão rigorosa. A Volta a França terá de antecipar as suas datas, algo que só aconteceu anteriormente quando os Jogos se realizaram em França. Nessa ocasião, a organização não só alterou as datas como também, de forma inédita, mudou o local da chegada de Paris para Nice, para evitar a sobreposição de eventos na capital francesa.

O tempo de recuperação será mínimo. Apenas três dias separam o final de uma corrida de três semanas, uma viagem transatlântica e a adaptação a uma diferença horária de nove horas entre Paris e Los Angeles. Esta situação ocorre numa altura em que o ciclismo masculino vive uma era dourada, com estrelas como o esloveno Tadej Pogacar, o dinamarquês Jonas Vingegaard, o próprio Evenepoel e o neerlandês Mathieu van der Poel.

A este grupo junta-se o talento emergente francês Paul Seixas, que, aos 19 anos, será o mais jovem e menos experiente em Los Angeles. No entanto, a sua juventude poderá representar a maior oportunidade a longo prazo de conquistar um ouro olímpico, medalha que, entre os mencionados, apenas o belga possui.

Já no que toca ao Tour de France feminino, as datas permanecem incertas, podendo ser alteradas para facilitar a programação tanto para as organizadoras como para as ciclistas, com a possibilidade de serem antecipadas ou adiadas.

Relativamente a outras modalidades, foi anunciado que todas as provas de paraciclismo terão partida e chegada no Jardim Zoológico de Los Angeles. O ciclismo de pista, com seis eventos de medalha, decorrerá no Velódromo de Carson entre 25 e 30 de julho, enquanto as competições de BMX serão realizadas no Valley Complex.

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