Choupana aqueceu com Veron em janeiro e febre de Chucho (crónica)
Foi Veron em janeiro na Madeira. O extremo emprestado pelo FC Porto foi titular pela primeira vez e trouxe calor ao corredor direito dos madeirenses, apontando o primeiro golo e deixando boas indicações na Choupana. Os adeptos do Nacional aqueceram com o Chucho da equipa, de apelido Ramírez, que voltou a marcar posição como um dos melhores artilheiros desta edição da Liga e foram ao rubro com o 3-0 carimbado por Léo Santos, construindo uma vitória robusta e justa. Apenas na primeira metade os vila-condenses conseguiram equilibrar e criar situações de perigo.
Com estruturas diferentes – o Nacional em 4x3x3 e o Rio Ave em 3x4x3 – as duas formações tiveram a mesma dinâmica, que passava por explorar a profundidade para tirar partido dos velocistas que tinham nos corredores: Gabriel Veron e Paulinho Bóia do lado dos madeirenses e André Luiz e Spikic nos vilacondenses. Até porque, em ambos, nas áreas estavam dois dos melhores pontas de lança do campeonato, como o são Jesús Ramírez e Clayton.
Contudo, foi antagónica a produção dos dois avançados. Clayton teve a primeira aparição logo no início, mas estava fora de jogo quando cruzou para Spikic acertar nos ferros. E à passagem da meia hora atirou à meia-volta, obrigando Kaique a boa defesa. Já Chucho marcou um golo e esteve perto de festejar mais. Foi um prémio para o venezuelano, que no final confessou que devido a estado febril, esteve em dúvida para o jogo.
Depois de Jesús Ramírez ter falhado num cruzamento de Alan Nuñez – outra unidade dos madeirenses com alto rendimento - o marcador foi desbloqueado por Gabriel Veron, que finalizou com um remate forte um desvio de Zé Vitor, na sequência de lançamento de linha lateral.
A questão, quanto ao vencedor, ficou praticamente arrumada no início da segunda metade por Jesús Ramírez, que concluiu de cabeça um cruzamento de Alan Nuñez. Apesar de um golo do Rio Ave voltar a colocar os nortenhos na discussão, tal não se verificou porque a equipa vila-condense nunca conseguiu reagir e o Nacional foi sempre mais perigoso, construindo um resultado gordo.
Jesús Ramírez (58’ e 66’) desperdiçou ocasiões soberanas, e o terceiro golo era uma questão de minutos, porque adivinhava-se. E surgiu pela cabeça de Léo Santos, que voou para a bola depois de José Gomes ter desviado um canto de Liziero. Nos últimos minutos ainda houve tempo para Witi fixar a goleada em 4-0, com um remate de fora da área, que deixou Chamorro – titular devido a desconforto de Miszta – mal na fotografia.
As notas dos jogadores do Nacional (4x3x3): Kaique (6), Alan Nuñez (7), Léo Santos (6), Zé Vitor (6), José Gomes (6), Joel Silva (5), Matheus Dias (5), Igor Liziero (6); Gabriel Veron (7), Jesús Ramírez (7), Paulinho Bóia (5), Laabidi (5), Witi (6), Daniel Júnior (5), André Sousa (-) e Lucas João (-)
As notas dos jogadores do Rio Ave (3x4x3): Chamorro (4), Petrasso (5), Brabec (5), Nelson Abbey (5), João Tomé (5), Aguilera (5), Nikitscher (5) Vrousai (5), André Luiz (5), Clayton (6), Spikic (5); Olinho (5), Liavas (5), Papakanellos (5), Bezerra (5) e Omar Richards (5)
O que disseram os treinadores:
Tiago Margarido, treinador do Nacional
Sotiris Silaidopoulos, treinador do Rio Ave
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