César Peixoto: «Davam-me como terminado para o futebol aos 25 anos»
César Peixoto foi um dos oradores na primeira edição das Talent Talks, uma iniciativa da Liga Portugal Business School focada na «performance humana», onde partilhou a sua experiência de superação.
A sessão inaugural contou ainda com a participação da atleta olímpica Sara Moreira e o diretor de Recursos Humanos da Mota-Engil, Luís Monteiro.
Nesse contexto, o atual treinador do Gil Vicente - equipa sensação da atual liga portuguesa - revisitou o seu percurso como jogador, marcado por graves lesões.
«Fui operado cinco vezes aos joelhos, ao adutor, e tive sempre muitos problemas de lesões. Da última vez, estive quase dois anos parado e davam-me como terminado para o futebol aos 25/26 anos. O que me salvou foi precisamente a minha cabeça, a minha resiliência. Quando ninguém acreditava, eu continuei a acreditar», começou por dizer antes de detalhar o que conseguiu depois desse momento.
«Fui internacional A e voltei a ser campeão»
«Estava em Espanha, no Espanhol [onde não fez qualquer jogo em 2006/07]. Vim para cá, para o SC Braga, na altura. Recuperei. Fui internacional A [por Portugal] quando achavam que eu estava acabado para o futebol. Fui transferido para o Benfica e voltei a ser campeão [já tinha sido pelo FC Porto]. Consegui dar a volta por cima quando os médicos e a maioria me dava terminado para o futebol», acrescentou o antigo jogador.
O antigo extremo, mas também lateral-esquerdo, ainda fez 4 épocas no clube que agora treina antes de terminar a carreira de futebolista em 2015.
«A equipa deu um salto qualitativo quando perdeu na Luz»
«O corpo não estava a ajudar e a minha salvação foi em termos mentais», disse ainda o agora treinador de 45 anos que abordou ainda o bom momento que a sua equipa vive.
«A equipa deu um salto qualitativo muito grande quando foi derrotada pelo Benfica, no Estádio da Luz. O resultado foi uma consequência do processo. E os jogadores perceberam que, no futuro, estaríamos mais perto de voltar a vencer», explicou.
«Fizemos uma grande exibição e apresentámos qualidade de jogo. Não há vitórias morais, mas pegámos nesse momento e potenciámos. O sucesso é feito sabendo para onde queremos ir e passar essa mensagem aos jogadores», concluiu o técnico português cuja equipa soma 23 pontos e está no 4.º lugar do campeonato.