CEO do Liverpool defende aumento de preço dos bilhetes em Anfield
Billy Hogan, CEO do Liverpool, defendeu a decisão do clube de aumentar o preço dos bilhetes para as partidas em Anfield, apelando a que os protestos planeados pelos adeptos se baseiem «nos factos».
A direção dos reds, refira-se, anunciou no mês passado um incremento nos lugares anuais para as próximas três temporadas, uma medida que gerou descontentamento e levou à organização de uma manifestação para o jogo de sábado contra o Fulham, a contar para a Premier League.
Numa carta enviada aos detentores de bilhetes de época, Hogan sublinhou que o clube «respeita o direito dos adeptos a protestar», mas justificou a subida de preços com um aumento de 85% nos custos operacionais em dias de jogo ao longo da última década.
«Pediríamos também uma coisa nos próximos dias e semanas: que qualquer protesto, e qualquer debate, se baseie nos factos — o que está a mudar, por que está a mudar e o que isso significa em termos reais», escreveu o dirigente na carta, citada pela Imprensa britânica.
Hogan detalhou que, nos últimos quatro anos, os custos com serviços essenciais, como água e eletricidade, dispararam 107%, enquanto as taxas comerciais subiram 286% no mesmo período, referindo-se a estes valores como «custos incontroláveis».
«Na última década, aumentámos os preços dos bilhetes em apenas 4% para manter qualquer subida no mínimo possível», acrescentou: «Neste contexto, acreditamos que associar quaisquer aumentos à inflação, confirmada numa subida de 3% para a época 2026/27, é a forma mais justa e transparente de tentar cobrir alguns desses custos incontroláveis».
Hogan comparou ainda a política de preços do Liverpool com a dos seus rivais. «Estamos também a operar numa liga onde outros clubes aumentaram os preços a um ritmo materialmente superior na última década», afirmou. «Desde 2016/17, os nossos concorrentes do top-6 aumentaram os preços dos bilhetes em média 17%, enquanto nós aumentámos os nossos em 4% no mesmo período».
Recorde-se que, em 2016, um protesto semelhante, no qual cerca de 10.000 adeptos abandonaram as bancadas durante um jogo da Premier League, levou os proprietários americanos do clube a recuar numa proposta de aumento significativo dos preços.
O CEO do Liverpool garantiu qainda ue o diálogo com os adeptos continuará. «Nenhuma decisão foi tomada para além desta abordagem de três anos e continuaremos a dialogar de forma significativa com o nosso Conselho de Adeptos antes desse momento».
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