Sub-15 de Inglterra no Mundial no Azerbaijão - Foto: FA
Sub-15 de Inglterra no Mundial no Azerbaijão - Foto: FA

Caso de racismo leva Inglaterra a abandonar jogo no Mundial sub-15

Seleção inglesa perdia por 1-4 com a Irlanda aos 40 minutos quando terá acontecido o alegado insulto racista

O encontro entre as seleções de sub-15 de Inglaterra e da Irlanda, a contar para o Campeonato do Mundo do escalão a decorrer no Azerbaijão, terminou em clima de enorme tensão. A formação britânica abandonou o relvado aos 40 minutos, após um dos seus atletas ter denunciado que um adversário lhe chamou «macaco».

O incidente ocorreu logo após o jovem jogador inglês ter empurrado o oponente pelas costas. Perante os protestos, um elemento da equipa técnica irlandesa gritou «não, não chamou», despoletando uma acesa discussão entre os dois bancos de suplentes. O atleta aproximou-se da linha lateral enquanto o selecionador inglês, Matt Thorpe, dialogava com o quarto árbitro. Instantes antes do reatamento previsto, o técnico deu ordem à sua equipa para recolher aos balneários.

No momento da interrupção, a Inglaterra perdia por 1-4, não se tendo chegado a concluir a primeira parte deste desafio integrado num torneio experimental de oito contra oito. Resta agora apurar o desfecho regulamentar do encontro, numa altura em que FIFA, FA e a federação irlandesa foram contactadas para prestar esclarecimentos, segundo a imprensa inglesa.

Antes deste duelo, os ingleses lideravam o grupo por diferença de golos, tendo somado vitórias nos primeiros três jogos com um agregado de 16-1. O conjunto britânico tem ainda um último jogo contra Zimbabué.

Este não é um caso isolado nas camadas jovens de Inglaterra. No ano transato, uma partida particular de sub-17 diante da Venezuela foi interrompida por duas ocasiões devido a acusações de ofensas racistas dirigidas a vários jogadores.

No combate a este tipo de condutas, a FIFA prevê a amostragem direta do cartão vermelho para linguagem discriminatória ou abusiva ouvida pela equipa de arbitragem, bem como para futebolistas que tapem a boca durante uma confrontação. Esta última medida surgiu na sequência do episódio que envolveu Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de chamar «macaco» a Vinícius Júnior enquanto tapava a boca num desafio da Champions, culminando numa suspensão posterior de seis jogos para o atleta encarnado.

Por sua vez, em julho, a federação inglesa (FA) aprovou sanções mais pesadas, estipulando um castigo mínimo de dez partidas para qualquer jogador considerado culpado de atos discriminatórios em território inglês.

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...