Carlos Vicens: «O que me deixa mais satisfeito é a progressão da equipa»
Na primeira experiência como treinador principal, após cinco anos como adjunto de Pep Guardiola no Man. City, Carlos Vicens aceitou o desafio de assumir o comando técnico do SC Braga e conduziu os minhotos ao 4.º lugar na Liga e às meias-finais da Liga Europa. O técnico espanhol fez um balanço positivo da temporada, destacando a evolução do plantel e a identidade de jogo alcançada, em entrevista à rádio COPE Baleares.
«Seguramente o que me deixa mais satisfeito é ter visto a progressão da equipa. Chegámos, uma equipa técnica nova que nunca tinha trabalhado junta, a um país diferente. Tínhamos as nossas ideias, mas há um processo de adaptação para tentar incutir o que pretendes. A partir de outubro, mais ou menos, a equipa já tinha uma ideia clara de como se comportar e viu-se uma grande progressão, com uma identidade de jogo que já está implementada», explicou.
Tinha esta ambição e motivação para ser treinador principal, surgiu esta oportunidade e convenceu-me a motivação do presidente e o seu projeto
O percurso europeu, que incluiu a eliminação do Betis, terminou nas meias-finais frente ao Friburgo. Vicens recordou a pressão e a forma como a equipa soube gerir os momentos decisivos: «À medida que íamos superando as rondas da Liga Europa, dávamo-nos conta de que o clube só tinha chegado a uma final há 15 anos e que só nessa ocasião tinha passado dos quartos de final. A equipa tinha identificado como jogar e como se devia comportar.»
A decisão de deixar o Manchester City não foi fácil, confessou, justificando a decisão com o facto de a ambição ter falado mais alto: «É verdade que não é fácil tomar a decisão de sair de um lugar como aquele, um clube imenso numa das ligas mais competitivas do mundo e a trabalhar com, provavelmente, o melhor treinador que já existiu. Tinha esta ambição e motivação para ser treinador principal, surgiu esta oportunidade e convenceu-me a motivação do presidente e o seu projeto.»
O treinador do SC Braga foi ainda questionado sobre os rumores que o apontaram como possível sucessor de José Mourinho no Benfica, mas foi parco em palavras, preferindo manter o foco no trabalho que tem feito no Minho: «Estive bastante à margem dos rumores, tivemos coisas importantes em jogo até ao final. Tentas manter-te à margem porque tens muito trabalho no dia a dia. Agora é planear a próxima época para obter as peças que nos faltam.»