Carlos Sainz, piloto da Williams
Carlos Sainz, piloto da Williams - Foto: IMAGO

«Foi muito perigoso, esta não é uma boa fórmula para a F1»

Carlos Sainz pediu intervenção da FIA

Carlos Sainz terminou o GP da Austrália na 15.ª posição, numa corrida marcada por problemas de fiabilidade no seu Williams, e no final deixou críticas à nova geração de monolugares da Fórmula 1.

«Fizemos os trabalhos de casa no inverno para preparar a primeira partida do ano, que sabia que ia ser caótica e complicada. O arranque estava nas minhas mãos e foi muito bom. Ia em 12.º, a dada altura via os pontos à minha frente e pensava que talvez conseguíssemos alguma coisa», começou por dizer ao As.

Pese um bom arranque do piloto espanhol, um problema no frágil aileron dianteiro, que se manifestou a partir da volta 20, condicionou: «É um problema que temos desde o início dos testes no Bahrain e que voltou a acontecer aqui. Perdi muita carga aerodinâmica à frente e, a partir daí, o equilíbrio do carro já não era o mesmo.»

«Essa é a brecha que sabemos que temos de fechar. Temos demasiados problemas de fiabilidade e muito excesso de peso, e a nossa aerodinâmica também não é boa. É preciso trabalhar em todos os aspetos, porque é daí que vêm os 2,2 segundos que a Mercedes nos mete na qualificação», disse o automobilista, que neste fim de semana abandonadou o monolugar antes do final nos treinos livres 2 e 3, e falhou a qualificação.

Sobre as sensações em relação à nova geração de carros, foi contundente: «A sensação é má. O arranque foi perigoso, com muitos carros a terem problemas, e na primeira volta, com a aerodinâmica ativa e o cone de ar, foi muito perigoso. Não gostei nada. A segurança tem de estar sempre em primeiro lugar e não foi a primeira volta mais segura.»

E pediu intervenção da FIA: «Este desporto chama-se Fórmula 1. A fórmula que eles acreditaram ser boa para a Fórmula 1 não é a adequada e é preciso mudá-la. A questão do 50-50 para fazer corridas de F1 não parece estar a funcionar nem a deixar ninguém contente.»