Carlos Rocha quer jogadores do FC Luanda... ansiosos
O ambiente que se vive no seio do Futebol Clube de Luanda transcende a mera preparação desportiva. Toca o sonho e a responsabilidade de quase um século de história. À margem do treino aberto aos órgãos de comunicação social no Estádio França Ndalu, o treinador principal Carlos Rocha abriu o livro sobre o estado de espírito do grupo que está a apenas um passo de devolver o histórico clube de 91 anos à Liga Unitel Girabola.
Para o técnico, a grande batalha antes do apito inicial contra o Sporting de Luanda não se joga no relvado, mas sim na mente dos seus atletas. «Nesta fase, o mais importante para mim são os aspetos psicológicos. Não é fácil, a maior parte do plantel é jovem. Tentar mantê-los concentrados neste momento... Temos todo o plantel dentro da casa e tentamos manter uma semana de concentração», partilhou Carlos Rocha, revelando o isolamento estratégico do grupo em prol do foco absoluto.
Longe de tentar mascarar o nervosismo que antecede um derby da capital com contornos de final, o treinador do FC Luanda assume a ansiedade como um ingrediente vital e saudável para o sucesso. Para Rocha, o frio na barriga é o melhor indicador de que a equipa está viva e ciente da magnitude do desafio. «A ansiedade é sempre boa. Mostra que estás preparado. Eu quero muito que eles sintam isso», confessou, lembrando que esse «nervosismo» já vinha a ser alimentado desde a jornada anterior.
«Para mim, se não entras com essa ansiedade, quer dizer que não estás preparado para o jogo. Não estás com aquele sentido de cuidado, de saber que é uma equipa difícil e que é um momento único. Sendo um momento único, tens de entrar com essa ansiedade. Não quer dizer que faça mal.», frisou.