Idrissa Gana Gueye com Sadio Mané a segurar o troféu de campeão africano em 2025
Idrissa Gana Gueye com Sadio Mané a segurar o troféu de campeão africano em 2025 - Foto: IMAGO

Capitão do Senegal disposto a «devolver as medalhas a Marrocos»

Gueye, que usou a braçadeira na final da CAN 2025, pretender «acalmar as tensões» entre os dois países, mas afirmou que a sua equipa é a legítima vencedora: «Os títulos ganham-se no campo, não nas secretarias»

Idrissa Gueye, médio do Senegal, afirmou estar disposto a devolver as medalhas de campeão da CAN 2025 a Marrocos, que herdou o título na secretaria, numa tentativa de «acalmar as tensões» entre os dois países. O jogador do Everton considera, no entanto, que a sua seleção é a legítima vencedora.

A polémica surgiu depois de o júri de apelo da Confederação Africana de Futebol (CAF) ter declarado, na passada terça-feira, o Senegal como derrotado por «falta de comparência na final», homologando o resultado em 3-0 a favor de Marrocos. A decisão foi tomada dois meses após a final, que os senegaleses tinham vencido por 1-0 no prolongamento.

Em resposta, a Federação Senegalesa de Futebol (FSF) decidiu recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), em Lausana. Contudo, Gueye revelou ter uma opinião diferente sobre o recurso. «Se dependesse apenas de mim, teria dito à Federação para não recorrer», confessou o jogador.

Numa entrevista ao Canal+ no sábado, após a vitória do seu clube, o Everton, sobre o Chelsea por 3-0, Gueye expressou a sua frustração com a situação, classificando-a como «simplesmente ridícula». «Comprometo-me pessoalmente a juntar as medalhas e talvez a devolvê-las a Marrocos se isso puder acalmar as tensões entre os dois países», declarou o médio, que foi o capitão do Senegal na final, na ausência do suspenso Koulibaly.

Apesar do gesto conciliador, Gueye foi firme na sua convicção. «Um jogo de futebol ganha-se no campo, foi o que fizemos em Marrocos. Fizemos o que era preciso no relvado, ganhámos aquele jogo. Merecemos ser os campeões de África, somos os campeões de África, para nós! Os títulos ganham-se no campo, não nas secretarias», concluiu.